A especulação em torno do futuro de Morten Hjulmand tem sido tema de conversa nos corredores do futebol, especialmente com o alegado interesse do Real Madrid. Rui Borges, treinador que tem acompanhado de perto a evolução do médio dinamarquês, não se mostra surpreendido com tais notícias. “Encaro [a notícia] com naturalidade, até pelo grande jogador que é e pelas grandes épocas que tem feito no Sporting. É um jogador que faz muitos jogos por ano e a sua qualidade está à vista de toda a gente. Não me surpreende nada que seja o Real Madrid ou outra grande equipa a nível mundial. Falar-se do Morten ou de outros jogadores é sinal de que o trabalho foi minimamente bem feito. Toda a gente saiu valorizada, independentemente de não termos conseguido ser tricampeões. Mas saímos todos valorizados pela qualidade individual e coletiva da equipa”
, afirmou Borges à Sport TV. A valorização do plantel, segundo o treinador, reflete-se na cobiça de grandes clubes, salientando a importância do trabalho coletivo e individual que tem sido desenvolvido no Sporting.
Hjulmand, que chegou a Alvalade no verão de 2023 e rapidamente assumiu a braçadeira de capitão, tem sido uma peça fundamental no esquema tático da equipa. A sua performance consistente e a liderança em campo captaram a atenção de diversos emblemas europeus, algo que Frederico Varandas, presidente dos leões, já havia abordado em setembro do ano passado, indicando que o médio dinamarquês permaneceria no clube até ao final da época. Este tipo de gestão estratégica não é novidade no Sporting, que tem procurado travar a saída de jogadores fulcrais, como tem sido o caso de Gyokeres e, mais recentemente, de Hjulmand, que, apesar das propostas, optou por ficar mais uma época para uma potencial saída no futuro.
A estratégia do Sporting para reter talentos vai além de Hjulmand. O clube está agora focado em assegurar a permanência de Maxi Araújo por mais uma temporada. A SAD leonina já terá abordado o ala-esquerdo uruguaio, num esforço para que este permaneça em Alvalade e continue o seu desenvolvimento. A garantia da participação na Liga dos Campeões na próxima época surge como um trunfo decisivo para convencer o jogador. Com uma cláusula de rescisão de €80 milhões, a direção do Sporting demonstra firmeza, considerando a sua saída apenas por valores muito próximos dessa fasquia. Contudo, o Campeonato do Mundo representa um fator imponderável, uma vez que uma campanha bem-sucedida de Maxi Araújo pela seleção do Uruguai poderá precipitar ofertas milionárias difíceis de recusar. O objetivo passa por maximizar o potencial do jogador e, consequentemente, os retornos financeiros do clube a médio prazo.