A Assembleia Geral da Liga, que decorre atualmente no Porto, rejeitou todas as propostas apresentadas pelo Sporting. As propostas leoninas visavam um aumento significativo das sanções aplicadas a presidentes e membros de órgãos de administração que proferissem declarações com críticas ou pressão sobre a arbitragem.
Durante a discussão, o FC Porto sugeriu ao Sporting que incluísse na sua proposta a sanção de irradiação para presidentes que utilizassem termos como cobardes
e mentirosos
para se referir a outros presidentes, numa clara alusão às declarações de Frederico Varandas sobre André Villas-Boas. Contudo, o Sporting recusou integrar esta sugestão dos dragões
na sua proposta original.
A proposta detalhada do FC Porto previa a alteração do artigo 136.º do Regulamento Disciplinar, adicionando um ponto 6.º. Este ponto estabelecia que, em infrações praticadas entre presidentes de clubes, com a utilização de expressões como cobarde
e mentiroso
, a sanção seria de suspensão entre dois e dez anos, e multa entre 200 e 1200 UC. Em casos onde a irradiação já estivesse prevista no regulamento, esta deveria ser aplicada. Os limites mínimos e máximos da multa seriam duplicados nestas situações específicas.