Flávio Nazinho atrai gigantes europeus e Sporting pode lucrar com a transferência

  1. Flávio Nazinho é lateral português
  2. Valorizado em 5 milhões de euros
  3. Sporting detém 15% de futura venda
  4. Pedro Canoa defende vitória do Torreense na Taça

Flávio Nazinho, lateral português com um percurso notável no Cercle Brugge, está a atrair atenções de peso no cenário europeu. A sua performance consistente ao longo de três temporadas no clube belga, aliada a um registo de três golos e oito assistências em 32 jogos, catapultou-o para a lista de desejos de equipas das cinco maiores ligas da Europa.

Segundo o jornalista Florian Plettenberg, da Sky Sports alemã, o Mónaco já terá encetado conversações concretas com vista à contratação do jovem luso. Contudo, o Estugarda, com a vantagem de garantir a presença na UEFA Champions League em 2026/27, também se mostra fortemente interessado em reforçar o seu plantel com mais um português, juntando-o a Tiago Tomás. Nazinho, avaliado em cinco milhões de euros pelo Transfermarkt, representa também uma mais-valia para o Sporting, que detém 15% de uma futura venda. Caso a transferência se concretize por este valor, os leões encaixariam 750 mil euros, para além do mecanismo de solidariedade.

Em paralelo, o futebol português debate-se com a questão do reconhecimento de talentos e da ascensão de clubes de divisões inferiores. Pedro Nuno da Silva Canoa, ex-jogador com passagens pelo Sporting e Torreense, abordou esta questão, acreditando que uma vitória do Torreense na Taça de Portugal seria um marco para o futebol nacional. Canoa, que fez parte da formação do Sporting, recorda as dificuldades de afirmação na sua época: “Passei dez anos no Sporting e catorze no Torreense. É difícil, são dois clubes que me dizem muito, em diferentes alturas da carreira, mas, sinceramente, gostava de ver o Torreense ganhar no Jamor, seria uma mudança de paradigma do futebol português, que as equipas de ligas inferiores podem chegar a uma final e até ganhar, como acontece em Inglaterra. Sabemos que os recursos são diferentes nos vários níveis competitivos mas acho que era uma imagem boa para Portugal, o Torreense, da Liga 2, ganhar a Taça de Portugal”, afirmou Pedro Canoa.

Pedro Canoa relembrou ainda a sua chegada ao Sporting com 13 anos: “Fui várias vezes observado pelo senhor Aurélio Pereira no Lourinhanense, estava um bocado escondido no limite do distrito de Lisboa, também tinha um convite do Benfica, mas optei pelo Sporting, pelos valores do clube e pela forma como foi tratado todo o processo. Cumpri lá a formação, fui campeão nacional de iniciados logo no primeiro ano e fui internacional jovem até aos sub-18.” A falta de oportunidades na equipa principal do Sporting nos anos 90 é evocada por Canoa: “Quando cheguei o treinador da equipa sénior era o Marinho Peres, não havia tanto espaço para jovens da formação, eram mais valorizados os jogadores com experiência do que propriamente um jogador de 18 anos com qualidade. Além de que não havia tanto esta vertente negocial, apenas existiam dois empresários, o Manuel Barbosa e o José Veiga, o Jorge Mendes veio depois.”

O ex-jogador destaca a tradição do Torreense na Taça de Portugal: “O Torreense sempre teve, mesmo quando eu jogava, história em jogos da Taça. É um clube que nesta competição sempre fez coisas diferentes. Lembro-me que ganhámos ao Gil Vicente, já no final da minha carreira, o Toni Pereira era o treinador, também jogava o Marçal [saiu de Torres Vedras para o Nacional, seguindo-se Lyon, Wolverhampton e Botafogo], ao Rio Ave e depois perdemos com o Moreirense. E há ainda a inesquecível vitória no Dragão. O Torreense sempre fez boa figura na Taça de Portugal.” Por fim, Canoa conclui com um desejo que transcende o clubismo: “No fundo, gostava que o Torreense fizesse história, o Sporting já tem muitas taças [risos], seria interessante até a nível de mentalidade de que são sempre os grandes é que ganham e que estão nos grandes momentos e nos grandes palcos”. A sua transição para diretor desportivo e, posteriormente, para agente de jogadores, reflete a sua paixão pelo futebol e o desejo de apostar em jovens talentos, tal como ele próprio foi, outrora, um jovem promissor.

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