O Sporting garantiu o segundo lugar no campeonato e, consequentemente, o acesso à Liga dos Campeões. No entanto, a análise da sua campanha levanta questões sobre os momentos que ditaram a perda do tricampeonato. A vitória por 3-0 frente ao Gil Vicente, na última jornada em Alvalade, gerou reações diversas entre adeptos e comentadores, que, embora celebrem o feito europeu, não ignoram os desafios enfrentados pela equipa.
Após o triunfo que selou a vice-liderança, várias vozes expressaram as suas opiniões. Francisco Rodrigues dos Santos, advogado, destacou o sucesso financeiro e desportivo: “O Sporting abriu o cofre dos milhões da Champions ao garantir um digno segundo lugar. Se a isso juntar a ambicionada conquista da Taça de Portugal e a belíssima campanha europeia que realizou, há boas razões para sorrir no balanço final da época. Sporting sempre!”, afirmou. A advogada Rita Garcia Pereira complementou, elogiando a performance da equipa e o alcance dos objetivos: “Uma primeira parte absolutamente superlativa, garantindo-se o controlo na segunda, na sequência das vitórias anteriores. Uma digníssima despedida de Morita e de Quenda para o objetivo conseguido, após os três golos: acesso à Liga dos Campeões e o segundo lugar no campeonato. Venha agora a Taça de Portugal.” Jaime Marta Soares, antigo presidente da Mesa da Assembleia Geral, também sublinhou a superioridade leonina no último jogo, apesar de ter notado uma quebra: “A primeira parte só deu Sporting! Os golos foram surgindo com naturalidade e o Sporting foi avassalador, vulgarizando o Gil Vicente. Foi bonita de ver a primeira parte. Na segunda parte, o Sporting esteve inseguro, desconcentrado e nervoso. A vitória é justa e não merece qualquer contestação.”
Contudo, a análise da temporada revela que o Sporting “perdeu o tricampeonato ao ser incapaz de bater os melhores”. A formação leonina, que iniciou a época como bicampeã, “começou a deixar fugir o campeonato ao cair prematuramente na receção ao FC Porto (1-2), e perdeu as últimas hipóteses novamente em casa, ao tombar perante o Benfica (1-2)”. Estes resultados foram decisivos. “O primeiro desaire isolou, à quarta jornada, os 'azuis e brancos' na liderança, que jamais perderam, e o segundo acabou com a última réstia de esperança dos 'leões', à 30.ª, já que, ainda com um jogo em atraso, ficaram a oito pontos.” Além disso, a equipa de Rui Borges não conseguiu superar o Sporting de Braga em dois empates (1-1 em Alvalade e 2-2 na Pedreira) e um empate em Barcelos com o Gil Vicente (1-1). Na segunda volta, a incapacidade de vencer os grandes continuou, com um empate a 1-1 no Dragão que apenas chegou aos 90+10, e uma derrota em casa contra o Benfica por 1-2. Em suma, o Sporting “foi a pior equipa no confronto direto com FC Porto, Benfica e Sporting de Braga, campeonato em que os melhores foram claramente os 'azuis e brancos', mesmo não tendo conseguido vencer os 'encarnados'”.