O Sporting prepara uma reorientação significativa na sua política de contratações para a próxima época, com o objetivo de reforçar o investimento no mercado nacional. Esta mudança visa recuperar uma estratégia que se mostrou bem-sucedida no passado, especialmente durante o ciclo vitorioso de Rúben Amorim, e que tinha perdido força em detrimento de apostas internacionais que nem sempre corresponderam às expectativas.
A decisão surge após a análise de casos recentes, como os de Faye, Vagiannidis ou Kochorashvili, que revelaram dificuldades de adaptação e integração no futebol português. Estes exemplos levaram os responsáveis leoninos a reavaliar o perfil dos reforços, privilegiando agora atletas já familiarizados com a realidade da Liga portuguesa. O objetivo é reduzir os riscos inerentes às novas contratações e acelerar o processo de integração dos jogadores na equipa.
Esta estratégia não é inédita em Alvalade e encontra respaldo em êxitos anteriores. Nuno Santos, Pedro Gonçalves e Morita são exemplos de jogadores recrutados no mercado interno — provenientes de Rio Ave, Famalicão e Santa Clara, respetivamente — que se tornaram pilares da equipa e ainda permanecem no clube. Além do sucesso desportivo, esta abordagem também gerou mais-valias financeiras consideráveis, como as vendas de Ugarte (Famalicão) e Matheus Nunes (Estoril). A nova abordagem está a ser desenvolvida em sintonia com Rúben Amorim, e a qualificação para a Liga dos Campeões será crucial para determinar o nível de investimento, nomeadamente no mercado internacional, que continuará a ser importante para alvos específicos.