Sporting: Crise e renovação de Rui Borges geram debate acalorado

  1. Sporting em crise após empates
  2. Renovação de Rui Borges em Alvalade
  3. Críticas de ex-dirigentes e adeptos
  4. Agostinho Abade defende Direção

A recente quebra de forma do Sporting, com empates frente a Tondela e Aves SAD, gerou forte descontentamento entre adeptos e antigos dirigentes. A oficialização da renovação de contrato de Rui Borges, que ocorrerá esta sexta-feira em Alvalade, acendeu ainda mais o debate sobre a situação atual do clube leonino.

As reações ao empate com o Tondela espelham o clima de apreensão. Miguel Garcia, ex-jogador, reconheceu que “O Tondela acreditou e teve a sorte do jogo. O Sporting foi a equipa que melhor futebol jogou, mas isso não dá títulos. Quanto a Rui Borges, é preciso olhar para os títulos que já ganhou. Não se pode resumir a época a dois jogos.” Jaime Marta Soares, ex-presidente da Mesa da Assembleia Geral, foi mais crítico: “Vimos um Sporting perdido na primeira parte, em que foi uma sombra de si próprio. Na segunda, a vitória aceitava-se, mas o Tondela empatou e isto foi um escândalo! É inacreditável, mas Rui Borges não é o único culpado.” Carlos Severino, ex-candidato à presidência, questionou a equipa: “Como é que o Sporting faz uma exibição destas? É de bradar aos céus não ganhar aos dois últimos e a época não será salva com a Taça. Não sei se há condições para Rui Borges continuar...”

Apesar do momento de depressão, Agostinho Abade, antigo presidente do Conselho Fiscal, defende a coerência da Direção e minimiza a gravidade da época. “No desporto há sempre uma linha muito ténue. Mas, gosto muito de coerência na Direção do meu clube e, portanto, depois de já ter sido dito que seria renovado o contrato de Rui Borges, assim será. A época, neste momento, está em depressão sportinguista, mas, se formos a ver, não foi assim tão má. Fizemos uma boa campanha europeia, a melhor de sempre do Sporting, estamos na final da Taça de Portugal, mas, realmente, nesta reta final a equipa rebentou física e psicologicamente”, realçou. Sobre a fragilidade de Rui Borges para a próxima época, Agostinho Abade é perentório: “É óbvio que não entra com a mesma força de que se tivesse sido tricampeão, ou mesmo ficando em segundo. Mas, repito, também não foi uma época deplorável.” Reconhecendo que “as coisas não estão boas e a situação não é a que os sportinguistas desejariam. O que se passou ontem foi inaudito, não me lembro de ver algo assim, dois golos de canto em dois minutos, mas, também não podemos, de repente, entrar numa espiral de tragédia. Vamos tentar ganhar os jogos que faltam, o segundo lugar está difícil, dependemos de resultados do adversário, mas tudo pode acontecer e a equipa tem de focar nos três jogos que faltam”, finalizou.

Jaime Marta Soares voltou a criticar o timing da renovação de Rui Borges, afirmando que “Em circunstância alguma este é o momento ideal. Já deveria ter sido, agora, numa altura destas é tentar remediar o que já não tem remédio. Mas, há responsáveis nesta situação do Sporting, e uma delas, com certeza, não pondo em causa a pessoa que é, o humanista que é, o treinador, uma pessoa que eu, enquanto cidadão, respeito muito, mas que, como disse sempre, não considero que tenha estatuto para ser treinador de Sporting”. O ex-dirigente não poupou críticas à gestão do clube: “Mas não podemos só pôr em causa os erros do treinador. Há pessoas responsáveis, os donos de tudo isto, e refiro-me concretamente ao Sporting e ao seu presidente, por todo um conjunto de situações que me desagradaram, nomeadamente, o falar demais e em tempo não oportuno. Quando isso acontece o povo diz que quem tem telhados de vidro não deve atirar pedras. Esta situação que o Sporting está a passar, não sei se será incapacidade de administração de um clube da dimensão do Sporting, se algum excesso de procura de protagonismo, que normalmente acontece nestas pessoas que estão à frente destas instituições, ou se é uma pessoa com falsa humildade”. Marta Soares expressou ainda o descontentamento com uma possível época sem grandes conquistas: “Só ganhar a Taça de Portugal, embora acredite - mas só depois do jogo acabar e o resultado estar devidamente definido -, é muito pouco, além da perda de verbas imensas se não ficarmos em segundo lugar.” E concluiu de forma contundente: “Não só é prejuízo financeiro, mas também desportivo e até administrativo. Um fracasso tremendo, que o Sporting poderia ter evitado. Mas, acima de tudo, que o clube e os adeptos não mereciam. Espero que haja bom senso para parar e analisar bem estes últimos tempos, para que possamos projetar as próximas épocas com outros planos, com outro saber e, acima de tudo com mais trabalho e menos conversa.”

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