Boavista impugna leilão do Estádio do Bessa e claque exige nulidade do processo

  1. Boavista pede impugnação de leilão
  2. Estádio do Bessa avaliado em 32,9 ME
  3. Panteras Negras pedem nulidade do leilão
  4. Leilão previsto para 20 de maio

A direção do Boavista formalizou um pedido urgente de impugnação do leilão de imóveis, que abrange o Estádio do Bessa, no âmbito da insolvência do clube. O presidente Rui Garrido Pereira esclareceu a posição do emblema axadrezado sobre este processo. “O Boavista pediu ao tribunal a intervenção urgente num processo de venda de ativos, onde está incluído o estádio. A posição do clube é simples: o leilão, tal como foi apresentado, não reflete de forma completa a realidade associada aos bens”, vincou o dirigente à Agência Lusa. O requerimento foi submetido ao Tribunal de Comércio de Vila Nova de Gaia, três dias depois de o Estádio do Bessa e o complexo desportivo adjacente serem noticiados como alvo de leilão por um valor mínimo de 32,9 milhões de euros (ME).

A claque Panteras Negras também se manifestou, através do seu líder Pedro Cortez, sobre a intenção de recorrer aos tribunais para tentar suspender o leilão e declarar a nulidade do processo. “Entendemos que a venda dos ativos decorre fora da legalidade. Há um conjunto de circunstâncias que fundamentam esta nulidade e que serão apresentadas em tribunal”, afirmou Pedro Cortez, que aproveitou ainda para demarcar estas ações da iniciativa jurídica recentemente anunciada pela própria direção do Boavista. “Os argumentos da direção baseiam-se em questões de avaliação de ativos. Para nós, isso é insuficiente, é 'zero'. Os nossos fundamentos são jurídicos e muito mais profundos”, criticou. Pedro Cortez manifestou-se “extremamente confiante” de que o tribunal reconhecerá a nulidade dos atos antes do fecho do leilão, previsto para 20 de maio. Além disso, o líder da claque distanciou os Panteras Negras do movimento de sócios que exige a destituição da atual direção. “A nossa prioridade é a responsabilização. Não podemos abrir a porta de saída a quem, em 14 meses, destruiu o clube por dentro. Esta direção tem de responder pelos seus atos antes de sair”, defendeu.

A gestão de Rui Garrido Pereira enfrenta também contestação interna, com o movimento 'Unidos pelo Boavista' a entregar um requerimento com 270 assinaturas a solicitar uma Assembleia Geral (AG) extraordinária, visando a destituição da direção e a nomeação de uma Comissão Administrativa para gerir o clube até novas eleições. Rui Garrido Pereira confirmou a receção do documento, mas lembrou que a Mesa da Assembleia Geral (MAG) precisará de avaliar e validar as assinaturas, em conformidade com os estatutos do clube, antes de agendar a reunião magna. O leilão decorre na sequência da insolvência do Boavista, cujo clube teve a sua liquidação aprovada em setembro de 2025, após acumular dívidas superiores a 150 ME. No seguimento destas polémicas, o dirigente reiterou: “Num processo deste tipo, é essencial garantir transparência, igualdade entre interessados e confiança no procedimento. O Boavista pede ao tribunal a suspensão/anulação do leilão nos moldes atuais”. O Estádio do Bessa, reinaugurado em 2003 e inutilizado desde maio de 2025, foi um dos recintos utilizados por Portugal na organização do Euro2004 e integra um complexo com cerca de 78 mil metros quadrados de área.

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Afonso Moreira brilha no dérbi francês frente ao PSG

  1. Afonso Moreira marcou um golo e deu uma assistência no dérbi francês.
  2. Paulo Fonseca elogiou a influência e o trabalho defensivo de Moreira.
  3. Endrick destacou a sintonia com Moreira durante o jogo.
  4. Moreira tem sete golos e dez assistências em 33 jogos.