Boavista impugna leilão do Estádio do Bessa

  1. Boavista formalizou pedido urgente de impugnação de leilão
  2. Estádio do Bessa avaliado em 32,9 milhões de euros
  3. Leilão agendado entre segunda-feira e 20 de maio
  4. Movimento "Unidos pelo Boavista" solicitou AG extraordinária

O Boavista formalizou um pedido urgente de impugnação do leilão de imóveis que inclui o Estádio do Bessa. Esta decisão surge no âmbito da insolvência do clube, conforme confirmado pelo presidente axadrezado, Rui Garrido Pereira. A posição dos responsáveis do Boavista é clara e visa salvaguardar os interesses do clube face a um processo que consideram não refletir a realidade dos bens envolvidos.

Rui Garrido Pereira detalhou a motivação por trás desta ação legal. “O Boavista pediu ao tribunal a intervenção urgente num processo de venda de ativos, onde está incluído o estádio. A posição do clube é simples: o leilão, tal como foi apresentado, não reflete de forma completa a realidade associada aos bens”, vincou em declarações à agência Lusa. O presidente realça a necessidade de transparência e equidade em todo o procedimento. “Num processo deste tipo, é essencial garantir transparência, igualdade entre interessados e confiança no procedimento. O Boavista pede ao tribunal a suspensão/anulação do leilão nos moldes atuais”, acrescentou, reiterando a intenção de suspender o leilão tal como está configurado.

O requerimento foi submetido ao Tribunal de Comércio de Vila Nova de Gaia. O Estádio do Bessa e o complexo desportivo adjacente estão previstos para serem leiloados por um valor mínimo de 32,9 milhões de euros, com o leilão agendado para decorrer entre esta segunda-feira e 20 de maio, sob a intermediação da Leilosoc. Já esta sexta-feira, João Loureiro, antigo presidente do clube portuense, alertou para a presença de abutres do imobiliário na venda do Bessa, enquanto a claque Panteras Negras já havia tentado, anteriormente, impedir o leilão do estádio. O facto de o leilão, de acordo com o site da leiloeira LEILOSOC Worldwide, ter o seu início agendado para as 9h de 27 de abril, com a licitação do estádio do Bessa a começar nos 31.068.781,72 euros e o Complexo desportivo nos 6.786.75 milhões de euros, mostra a urgência da intervenção do Boavista.

O Estádio do Bessa, reinaugurado em 2003 e um dos palcos do Euro 2004, encontra-se inutilizado desde maio de 2025. Paralelamente a esta situação, o movimento Unidos pelo Boavista entregou esta semana à Mesa da Assembleia Geral (MAG) um requerimento com 270 assinaturas, solicitando uma AG extraordinária para destituir a direção e nomear uma Comissão Administrativa. Rui Garrido Pereira confirmou a receção do documento, mas sublinhou que a MAG terá de avaliar e validar as assinaturas conforme os estatutos do clube antes de agendar qualquer reunião.

O Boavista, campeão nacional em 2001 e com 11 épocas consecutivas na Liga, enfrentou uma série de reveses. Em 2024/25, o clube desceu à segunda divisão, e a SAD falhou o licenciamento para as competições profissionais e nacionais, sendo administrativamente relegada para o escalão principal da associação do Porto. Atualmente, a SAD joga como anfitriã no Parque Desportivo de Ramalde, a mais de dois quilómetros do Estádio do Bessa, e já desceu à segunda divisão distrital, enfrentando ainda sete impedimentos de inscrição de novos futebolistas junto da FIFA. A direção do Boavista Clube ressalvou, no mesmo dia, que tudo fará para evitar a venda de ativos, o que demonstra a complexidade da situação enfrentada pelo clube.

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