Taça de Portugal: Torreense e Fafe medem forças na meia-final

  1. Luís Tralhão: "seria quase um crime dizer que não estamos focados na Taça"
  2. Torreense foi finalista em 1956
  3. Mário Ferreira: "Há um favorito, e esse é o Torreense."
  4. Fafe nas meias-finais em 1977 e 1979

A Taça de Portugal, conhecida por proporcionar histórias de tomba-gigantes, vive um dos seus momentos mais emocionantes com a meia-final entre Torreense e Fafe. Enquanto a nação futebolística aguarda a decisão, Luís Tralhão, técnico do Torreense, reflete sobre a dualidade dos objetivos da sua equipa nesta temporada, que se divide entre a Taça e o campeonato. Ele explicou: “Ao longo da época, o nosso foco tem sido o campeonato. Chegando a esta fase tão avançada da prova, seria quase um crime dizer que não estamos focados na Taça. As pessoas de Torres Vedras não me iam perdoar uma resposta entre uma coisa ou outra.”

O Torreense, atualmente na terceira posição da II Liga, almeja o regresso à primeira divisão, um feito que não acontece desde 1992. No entanto, a possibilidade de alcançar a final da Taça em 2024, 16 anos após o Desportivo de Chaves, de segunda divisão, ter chegado ao Jamor, é um atrativo forte para a equipa de Torres Vedras. O clube já tem história nesta competição, tendo sido finalista em 1956, após eliminar o Sporting e o Belenenses, antes de perder para o FC Porto. A sua jornada até esta meia-final incluiu vitórias sobre Correlhã, Oliveirense, Lusitânia de Lourosa, Casa Pia e União de Leiria.

Do outro lado, o Fafe, a lutar pela manutenção na Liga 3, concentra todos os seus esforços na Taça, onde tem sido a grande surpresa ao eliminar Moreirense, Arouca e Sp. Braga. Apesar deste percurso, o técnico Mário Ferreira mantém a humildade e a objetividade em relação ao favoritismo: “Há um favorito, e esse é o Torreense. Temos de ser sérios e honestos. Estamos num nível inferior, apesar do crescimento da Liga 3. Dentro das nossas possibilidades, vamos seguir o nosso plano estratégico. A responsabilidade está do lado da equipa da II Liga, que luta pela subida.” Para o Fafe, uma presença na final seria histórica, repetindo o feito do Leixões em 2002, como uma equipa da II Divisão B a chegar ao Jamor. Esta é a terceira vez que o Fafe atinge as meias-finais, tendo-o feito anteriormente em 1977 e 1979 quando ainda era uma equipa da segunda divisão.

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