Sporting apura-se para a final da Taça de Portugal em jogo tenso contra o FC Porto

  1. Sporting garante vaga na final da Taça de Portugal.
  2. FC Porto 0-0 Sporting no Estádio do Dragão.
  3. Francesco Farioli critica arbitragem e Sporting.
  4. Rui Borges elogia união e resiliência da equipa.

O Sporting garantiu a sua vaga na final da Taça de Portugal, após um confronto intenso e sem golos no Estádio do Dragão, contra o FC Porto. A partida, que seguiu a vitória de 1-0 do Sporting na primeira mão, foi marcada por muita controvérsia e trocas de acusações entre os treinadores. A resistência leonina, apesar das adversidades e do desgaste físico, foi o fator decisivo para a qualificação.

Francesco Farioli, treinador do FC Porto, não poupou críticas ao desempenho adversário e à arbitragem. Acusou o Sporting de “usar todos os truques” para travar a sua equipa, o que gerou bastante discussão. Farioli ironizou com o “intervalo de 22 minutos” e afirmou que o FC Porto foi a equipa que mais merecia passar à final: “Em termos de esforço, espírito e nível de performance, fizemos um grande jogo. Estivemos bem na primeira parte, mas ainda mais na segunda. Se olharmos aos dois jogos da eliminatória, penso que honestamente merecíamos, sem qualquer dúvida, estar na final.” O técnico italiano prosseguiu com as críticas, referindo-se à gestão do tempo: “Claro que há situações em que podíamos ter feito melhor. É difícil aceitar. Conhecemos bem esta história. Fala-se muito em perder tempo. Esta noite viu-se bem quem sabe gerir o tempo. Com a bola em jogo e também, pela segunda vez, com um intervalo de 22 minutos. Os nossos adeptos lançaram fogo de artifício quando viram os jogadores do Sporting regressar, porque tinham medo que não voltassem.” Em relação à arbitragem de Miguel Nogueira, Farioli fez uma comparação com outra meia-final: “Há umas semanas, falei da área cinzenta que passou a verde. Na outra meia-final [1.ª mão entre Fafe e Torreense], o mesmo árbitro teve uma decisão que, tomada neste jogo, sob os mesmos parâmetros, faria o Sporting jogar com 10 desde os sete minutos. Não é a primeira vez e, infelizmente, está a tornar-se um hábito. É difícil digerir e acontecem tantas vezes que até nos esquecemos. Não podemos ir sempre na mesma história. Num mundo normal, a nossa meia-final seria frente ao Santa Clara ou ao AVS.” Francesco Farioli revelou ainda o que disse aos seus jogadores: “O que disse aos jogadores foi para estarem orgulhosos do que fizeram. Fomos bravos e jogámos a todo o gás. O Sporting é uma grande equipa e é bicampeão, mas hoje levámo-los ao limite e usaram todos os truques possíveis para nos pararem. Hoje merecíamos pelo menos um golo, mas temos de aceitar o resultado, virar a página e seguir em frente.” Concluindo sobre a situação do FC Porto na Liga, o treinador afirmou: “Quando aqui chegámos, o objetivo era diminuir o fosso e chegar mais perto dos outros dois gigantes. Agora, pelo menos na Liga, estamos onde queremos estar. Agora, temos muitos pontos pela frente e já estamos a pensar no campeonato. Faltam alguns jogos por disputar e são todos muito importantes.”

Rui Borges, por sua vez, recusou-se a responder diretamente às acusações de Farioli, preferindo focar-se na união e resiliência da sua equipa. O treinador do Sporting elogiou a “força, a amizade e a família” que caracterizam o balneário verde e branco, o que, segundo ele, permitiu à equipa superar os desafios, incluindo as lesões. “Uma primeira parte boa da nossa parte, melhor que o FC Porto. E uma segunda parte melhor do FC Porto do que do Sporting. Soubemos sofrer em alguns momentos naquilo que é a parte defensiva, sempre muito bem organizados, coesos, competitivos, com muita entreajuda e muita comunicação. E soubemos defender bem na segunda parte, após uma primeira parte em que controlámos o jogo com bola e penso que acabámos por ser melhores”, detalhou Borges. “Já ganhámos com toda a gente e já ganhámos sem toda a gente, porque já jogámos sem o Morten, já jogámos sem o Inácio, já jogámos sem o Luís [Suárez], e ganhámos na mesma, com maior ou menor dificuldade. Perdem-se algumas coisas, ganham-se outras. É o futebol. Por isso é que digo sempre que nunca me lamento, porque eles vão cumprir e vão fazer. E, depois, acreditam muito uns nos outros, não há egos”, acrescentou, destacando a importância do coletivo. Borges enfatizou ainda: “Aqui, toda a gente respeita toda a gente e toda a gente reconhece o valor de todos, e isso é a força deste grupo. É o respeito e a amizade que têm uns pelos outros e o reconhecimento, acima de tudo, da qualidade uns dos outros. Por isso, a equipa tem demonstrado essa maturidade ao longo de toda a época. E isso deixa-me feliz, porque, volto a dizer, demonstra bem aquilo que é a força deste grupo e, por algum motivo, são campeões nacionais.” Em relação aos incidentes na partida, como o veto dos seguranças e a discussão entre os bancos de suplentes, Rui Borges preferiu desvalorizar: “Sinceramente, nem me apercebi, nem vou estar focado nisso”, e sobre a tensão vivida, considerou: “É natural a tensão. São duas grandes equipas a disputar um acesso à final. O público a jogar em sua casa. É natural que exista tensão, que exista esta intensidade vivida de parte a parte. Por isso, acho que são coisas naturais do jogo, desde que não ultrapassem os limites do razoável, digamos.” Questionado sobre as acusações de Farioli sobre a queima de tempo, Borges foi conciso: “São opiniões. Não tenho nada a dizer, apenas disse que foi uma primeira parte boa do Sporting com bola, uma segunda parte melhor do FC Porto com bola e um jogo bastante competitivo.” Concluindo sobre o seu futuro, Rui Borges reiterou a sua felicidade: “Tenho contrato até 2027. Sou muito feliz no Sporting. O reconhecimento e a confiança existem desde o primeiro dia. Percebo o vosso lado, mas isso passa-me completamente ao lado. Estou muito feliz no Sporting, continuarei feliz no Sporting, por isso, estou muito tranquilo.”

Apesar da ausência de golos, a segunda mão da meia-final da Taça de Portugal entre FC Porto e Sporting foi tudo menos monótona. Com a resistência do Sporting a prevalecer e as fortes críticas do treinador portista, o jogo fica marcado como um clássico de ideias distintas e muita paixão, com os leões a carimbarem o passaporte para a final, onde irão defrontar o vencedor da eliminatória entre Torreense e Fafe. Os azuis e brancos, apesar da eliminação na Taça, focam-se agora na I Liga, onde detêm a liderança.

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