Tensão no Clássico: Sporting e FC Porto antes da Taça de Portugal

  1. Vandalismo e pirotecnia antes do jogo.
  2. Sporting pediu acesso alternativo ao balneário.
  3. Jogadores do Sporting foram empurrados.
  4. Tarja polémica contra presidente do Sporting.

A rivalidade histórica entre Sporting e FC Porto atingiu um novo patamar de tensão antes do recente confronto na Taça de Portugal. Os dias que antecederam a partida foram marcados por incidentes que transcenderam as quatro linhas, culminando numa atmosfera carregada de hostilidade e acusações mútuas.

A saga de incidentes começou na madrugada que antecedeu o clássico. “A madrugada foi marcada por alguns episódios isolados, entre as paredes vandalizadas no Estádio do Dragão e no Núcleo do Sporting de Gaia e rebentamento de pirotecnia junto do hotel onde a comitiva verde e branca pernoitou antes da partida (na Avenida da Boavista e não em Gaia, como era habitual).” A hostilidade não se limitou a atos de vandalismo. O ambiente de intimidação começou logo na chegada da comitiva leonina ao Estádio do Dragão. “De acordo com informações recolhidas pelo Observador, o Sporting fez chegar aos delegados da Federação, que organiza o encontro, um pedido para que o acesso ao balneário dos visitantes fosse feito por onde era habitualmente, ficando sempre no corredor dentro da garagem, e não com a passagem criada na última deslocação dos leões ao Dragão, para o Campeonato, que obrigava a passar pela zona do túnel (onde se verificou um dos incidentes nesse dia, com Frederico Varandas a responder aos insultos proferidos por adeptos que já estavam no local).” Este pedido, segundo a notícia, visava evitar mais incidentes no já conhecido túnel.

Contudo, a situação escalou quando a comitiva do Sporting foi impedida de aceder ao balneário. “No entanto, e apesar de ter havido a preocupação por parte do Sporting de colocar os habituais seguranças da equipa na frente para orientar o caminho pelo qual deveriam seguir os jogadores e restante comitiva, um conjunto de ARD surgiu no local e barrou essa passagem, chegando mesmo a haver empurrões a jogadores (Diego Callai e Luis Suárez) e a um elemento do staff).” A intervenção da PSP foi necessária para resolver a situação e permitir a passagem dos jogadores. Já dentro do estádio, o ambiente manteve-se hostil. “Numa fase em que os adeptos portistas na central aumentaram o arremesso de cartolinas dobradas para a zona técnica do Sporting, o que levou mesmo a que o árbitro Miguel Nogueira falasse com o quarto árbitro e o delegado sobre o sucedido, Pedro Gonçalves esteve a dar toques na parte do aquecimento com um desses papéis antes de atirar outros para dentro do relvado, algo que motivou queixas de dirigentes portistas junto do árbitro ao intervalo.” O jogo foi também palco de uma tarja polémica direcionada ao presidente do Sporting. “Em relação a André Villas-Boas, que assistiu ao encontro na tribuna ao lado de Pedro Duarte, presidente da Câmara Municipal do Porto, e Hugo Soares, líder da bancada parlamentar do PSD, e Frederico Varandas não se cruzaram, com o líder leonino a ocupar outro espaço perto da tribuna acompanhado por Francisco Salgado Zenha, vice-presidente e administrador da SAD com o pelouro financeiro. Foi daí que assistiu, na segunda parte, ao momento em que os Super Dragões ergueram uma enorme tarja com a sua cara tendo um nariz de palhaço, seguido de cânticos com o seu nome.” A escalada de incidentes e a troca de acusações entre os dois clubes antes do clássico revelam uma rivalidade que, por vezes, extravasa os limites do desportivismo, colocando em evidência a fragilidade das relações institucionais e a intensidade das paixões futebolísticas.

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