Rui Borges: “O preço dos pontos está inflacionado para toda a gente”

  1. Sporting empata 0-0 com FC Porto
  2. Rui Borges lamenta lesões na equipa
  3. Treinador tem contrato até 2027
  4. Foco no próximo adversário: AVS

Rui Borges, treinador do Sporting, analisou o empate (0-0) frente ao FC Porto na segunda mão das meias-finais da Taça de Portugal, abordando a corrida pelo título e lamentando as lesões que têm afetado a sua equipa, mostrando-se, ainda assim, orgulhoso do espírito do grupo. O técnico leonino considera que a fase final do campeonato será desafiante para todos os emblemas e que a exigência será cada vez maior. O treinador abordou a questão do 'preço dos pontos' e como o momento atual o influencia.

“As dificuldades vão ser para todos. Quanto mais vamos encurtando o campeonato, a exigência é cada vez maior. O preço dos pontos está inflacionado para toda a gente, com a guerra inflaciona tudo, infelizmente. Vai haver momentos que vamos jogar bem e outros não tão bem, faz parte, estamos na reta final do campeonato, há contratempos que acontecem a todos e temos de lutar com isso e dar o melhor”, afirmou Rui Borges. Sobre as lesões no plantel, Rui Borges lamentou não conseguir dar uma resposta concreta sobre os jogadores que irão recuperar e o que esperar do clube para os próximos jogos devido ao número de lesões que considera frustrantes. “Não sei responder, falo pela minha equipa e a preocupação é recuperá-los. Este mês foi fora do normal pela quantidade de jogos e pela exigência de jogos seguidos, contra os adversários que tivemos e pelas lesões que não controlamos. São traumáticas, que acontecem no jogo e têm acontecido muito esta época, algo que não conseguimos gerir. Isso deixa-me frustrado, em alguns momentos poderíamos controlar, mas a grande parte não conseguimos e condicionou-nos em alguns momentos. O espírito da equipa tem sido fantástico e tenho um orgulho imenso em ser treinador destes jogadores.”

O técnico da equipa verde e branca destacou a força do grupo e a maturidade demonstrada ao longo da época. Rui Borges considera que, apesar de algumas ausências, o 'onze' inicial tem sido capaz de demonstrar o seu valor e conquistar as vitórias. “São jogadores importantíssimos, dois líderes da equipa fora e dentro de campo. Jogadores que marcam a sua presença no campo. Já ganhamos com toda a gente e sem toda a gente. Já jogámos sem Morten [Hjulmand], Inácio, Luis [Suárez] e ganhámos na mesma. Nunca me lamento, começo sempre com 11 e eles vão cumprindo. E acreditam muito uns nos outros. Não há egos, ali todos se respeitam e reconhecem valor em todos, é a força deste grupo. É o reconhecimento da qualidade uns dos outros. A equipa tem demonstrado maturidade ao longo de toda a época. Isso demonstra a força deste grupo e por algum motivo são campeões nacionais”, referiu o treinador. Sobre o seu futuro no clube, Rui Borges foi perentório: “Tenho contrato até 2027, sou muito feliz no Sporting, o reconhecimento e confiança são desde o primeiro dia. Percebo o vosso lado, mas isso passa-me ao completamente lado. Estou muito feliz no Sporting e continuarei muito feliz no Sporting.” O treinador dos leões também abordou os objetivos e o desempenho da equipa nas várias competições, mostrando-se satisfeito com o trajeto e a presença na final da Taça. “Não era salvação nenhuma. Oriento-me pela grande do clube que represento e a felicidade que tenho em o representá-lo. O primeiro objetivo de um grande clube é estar presente nas disputas finais dos troféus. O campeonato está mais difícil, mas ainda é possível, jamais me dou por vencido. Vamos à luta. Na Taça estamos na final, fizemos uma grande Champions e o único amargo é a meia-final da Taça da Liga, com muitas lesões. O trabalho tem sido fantástico e não são os troféus que vão definir a qualidade do processo. O processo é muito bom e é reconhecido diariamente por todos. Queremos acrescentar os troféus, mas o primeiro objetivo é estar nas finais. Estamos na final, o troféu ainda é nosso e queremos muito continuar com ele. E temos um jogo pela frente.”

Em relação à Taça de Portugal e ao próximo adversário, Rui Borges demonstrou respeito pelas equipas de escalões inferiores. “Não sei quem será, mas tenho um respeito enorme, porque já estive do outro lado. Sei de onde vim e o quanto sonhava disputar uma final da Taça de Portugal. As equipas de escalões inferiores engrandecem-se perante equipas da Liga, principalmente equipas grandes. Sei bem das dificuldades que vamos ter. No primeiro jogo que tivemos este ano ganhámos no prolongamento ao Paços de Ferreira, que está a disputar a sobrevivência na II Liga. Será um jogo de final de Taça, com duas equipas merecedoras de lá estar. Não tenho dúvidas de que vai ser um jogo muito bem disputado pelas duas equipas.” Por fim, o treinador dos leões projetou o próximo adversário na Taça de Portugal. “Amanhã vou descansar e focar-me no AVS, com todo o respeito pelo Torreense e pelo Fafe. Qualquer um é merecedor de estar na final.”

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