Luís Figo, uma das maiores figuras do futebol português, abordou diversos temas relevantes do panorama futebolístico mundial na véspera da gala dos Prémios Laureus. Um dos pontos altos da sua intervenção foi a inegável ligação a José Mourinho, técnico do Benfica e figura que tem sido cobiçada por clubes como o Real Madrid. Figo descreveu o treinador como um amigo, relembrando as diversas fases da sua carreira em que os seus caminhos se cruzaram.
“José Mourinho é um amigo. Apanhei-o de muitas maneiras. Foi tradutor de Bobby Robson no Sporting, adjunto de Louis van Gaal no Barcelona e treinador do Inter Milão. Será sempre valioso para qualquer equipa, onde quer que esteja, pela sua qualidade, pela sua visão de futebol e pela sua experiência. Como amigo e referência, desejo-lhe sempre o melhor, independentemente do local onde se encontra... exceto quando joga contra o Sporting”, afirmou o antigo extremo. A declaração surge um dia após o dérbi lisboeta, evidenciando o amor de Figo pelo clube de Alvalade.
O Bola de Ouro de 2001 também se debruçou sobre o futuro da Seleção Nacional no Mundial de 2026, mostrando-se otimista. “Roberto Martínez é um bom amigo e uma boa pessoa e espero que se saia bem. Temos tudo o que precisamos para ganhar um Campeonato do Mundo. Somos uma nação de dez milhões de habitantes. Jogamos com as nossas armas, temos uma grande equipa, mas um Mundial é um torneio longo e muitas coisas podem acontecer. Um mau dia pode eliminar-nos da competição”, sublinhou, em seguida, deixando uma palavra de apreço a Cristiano Ronaldo: “Vejo-o sempre em boa forma antes de cada torneio.” Relativamente à Liga dos Campeões, Figo acredita que o vencedor sairá do embate entre Bayern Munique e PSG, embora tenha revelado um desejo pessoal diferente: “Gostava que ganhasse o Atlético Madrid, pelas finais que já perdeu e pela amizade que tenho com Miguel Ángel Gil e Enrique Cerezo”.