Dérbi entre Sporting e Benfica: Análises e Reações

  1. Rúben Amorim: "Desde que a energia esteja lá, está tudo certo"
  2. Estádio José Alvalade atinge recorde de 51.470 espetadores
  3. Benfica vence Sporting por 2-1 com golo de Rafa Silva nos descontos
  4. Benfica sobe provisoriamente ao segundo lugar com 72 pontos

O dérbi entre Sporting e Benfica, um dos pontos altos da 30.ª jornada da I Liga de futebol, gerou bastante discussão e análise, tanto antes como depois do apito final. As declarações dos intervenientes, nomeadamente dos treinadores, revelam as expectativas e reações a um jogo que mexeu com a classificação e com as aspirações de ambos os clubes.

Antes do confronto, Rúben Amorim, técnico do Sporting, fez uma retrospetiva sobre o desempenho da sua equipa e do adversário, sublinhando a intensidade do Benfica. “Não faço comparações com o meu primeiro jogo, são momentos diferentes. É o mesmo adversário, mas não faço comparação nesse sentido. Acredito que seja um Benfica forte. Precisa de ganhar, seja por que objetivo for. Tem feito um bom Campeonato, é uma equipa intensa, a que recupera mais bolas em zonas altas, o que define a capacidade de ganhar duelos. Tem muitas dinâmicas em termos de corredores, muitos golos de cabeça. Temos de ser frios e perceber de que forma empatámos alguns jogos. Com o Sp. Braga sofremos dois golos de penálti nos descontos. Estamos a fazer um grande Campeonato, mas quem está em primeiro está a fazer melhor. Aquilo que fizemos na Liga dos Campeões tem de servir como motivação para estarmos neste nível; se conseguimos na Europa, temos de conseguir no Campeonato. Na reta final, tudo pesa, mas faz parte. Desde que a energia esteja lá, está tudo certo”, afirmou Amorim, revelando a sua perspetiva sobre a motivação da equipa após a eliminação na Liga dos Campeões. A continuidade de nomes como Eduardo Quaresma, Maxi Araújo, Gonçalo Inácio e Diomande na defesa, com Hjulmand e Morita no meio-campo, e Catamo, Pedro Gonçalves e Trincão no apoio a Suárez, demonstrava a confiança no onze que defrontou o Arsenal. Já Roger Schmidt, o treinador do Benfica, abordou a necessidade de resiliência e a forma como a equipa tem lidado com os resultados. “Já disse que há empates que não fazem do Benfica maior do que é, há empates que, pelo contrário, foram sentidos como derrotas, aqueles em que desperdiçámos as vitórias nos últimos minutos, aqueles em que não fizemos um bom jogo. Depois, temos outros empates em que nos sentimos prejudicados. Há muitas maneiras de olhar. Uma equipa que não está nem nunca esteve à frente do Campeonato precisa de ser resiliente, séria, honesta, respeitadora dos valores do clube, dos adeptos. Esta equipa lutou sempre. As classificações dizem muito sobre o teu mérito e demérito, mas dizem muito do mérito e demérito dos adversários. Somos uma equipa super difícil, por isso é que não temos derrotas. Quero acreditar neste comportamento. Temos de ser pragmáticos, coerentes, humildes no sentido de reconhecer que vamos ter um jogo difícil. O Benfica há muito tempo não ganha o dérbi de Alvalade, mas vamos lá para ganhar”, declarou Schmidt. A surpreendente ausência de Pavlidis no onze inicial, com a entrada de Ivanovic, e os regressos de Tomás Araújo e Aursnes, foram as principais alterações na equipa encarnada.

O jogo em si não desiludiu, e as expectativas foram superadas com um recorde de assistência no Estádio José Alvalade. “O Estádio José Alvalade bateu hoje o recorde de assistência no recinto, ao receber 51.470 espetadores no dérbi lisboeta entre Sporting e Benfica, a contar para a 30.ª jornada da I Liga portuguesa de futebol”, foi noticiado, demonstrando o impacto do clássico. A renovação do recinto, com a inserção de 2.000 novos lugares, contribuiu para este feito. O Benfica viria a vencer o Sporting por 2-1, com um golo de Rafa Silva nos descontos, após Schjelderup ter adiantado os encarnados e Morita ter empatado para os leões. Este resultado relançou a luta pelo segundo lugar, com os encarnados a subirem provisoriamente à segunda posição, com 72 pontos.

Apesar da derrota, o Sporting pode refletir sobre a época e os desafios que enfrentou. A questão do mercado de transferências, com “um mercado de verão que ficou curto, o mercado de inverno que foi quase inexistente. Com uma equipa”, como se menciona, pode ter tido o seu peso no desenrolar da temporada, impedindo a equipa de conseguir o tricampeonato. O dérbi, com todas as suas emoções e reviravoltas, deixou marcas e abriu espaço para novas análises e perspetivas sobre o futuro de ambos os clubes na reta final da época.

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