Rui Borges explica as escolhas táticas para o onze inicial frente ao Arsenal

  1. Quaresma lateral direito, por opção tática
  2. Hjulmand volta ao onze inicial
  3. Arsenal tem apenas duas derrotas em casa
  4. Rui Borges confia na estratégia e jogadores

Na antevisão ao embate decisivo entre Arsenal e Sporting, Rui Borges, treinador dos leões, partilhou as suas perspetivas e justificou as escolhas táticas para o onze inicial, com particular destaque para a inclusão de Eduardo Quaresma no lado direito da defesa. O técnico sublinhou que a decisão foi pensada ao detalhe, tendo em conta as exigências do confronto e as características do jogador.

“Tem a ver com a dificuldade do jogo e pelas caraterísticas do Edu [Quaresma] e do Vagiannidis. É um pouco por aí. Muito pelas caraterísticas em si, pelo que nos pode dar com e sem bola. É uma escolha”, analisou Rui Borges, em declarações à Sport TV, antes de abordar o regresso de Morten Hjulmand à equipa. O médio dinamarquês, capitão da equipa, é visto como um elemento fundamental para a dinâmica e liderança em campo. “Claramente que sim. É o nosso capitão, um jogador muito influente na dinâmica da equipa, na presença enquanto líder. É um jogador importantíssimo e ainda bem que o temos de volta, acredito que será uma peça importante. Mas ficaria tranquilo fosse com quem fosse”, afirmou.

A aposta em Quaresma na direita não visa apenas reforçar a defesa, mas também permitir uma maior liberdade ofensiva a Maxi Araújo no flanco oposto. Rui Borges admitiu que a inclusão de Quaresma poderá implicar uma menor dinâmica ofensiva pela direita, mas que o ganho no equilíbrio defensivo é crucial. “Vai permitir isso, até pela dinâmica da nossa equipa. É natural que o Maxi seja muito mais ofensivo. Claro que com o Edu perdemos alguma dinâmica ofensiva pelo corredor direito, não há as dinâmicas do Fresneda ou do Vagiannidis. Dará outro equilíbrio defensivo e outro poder no um para um defensivo”, explicou. O treinador fez questão de alertar para a magnitude do desafio, ressalvando que o Arsenal é uma equipa de topo: “É importante não irmos nesta euforia toda de que 'é possível'. Às vezes parece que vamos jogar com uma equipa normalíssimo e não vamos, o Arsenal ainda não perdeu na Champions. É preciso discernimento e equilíbrio emocional. Nos últimos 20 jogos em casa, o Arsenal perdeu dois. É uma grande equipa, mas acreditamos que poderemos dividir o jogo em alguns momentos.”

Em relação à capacidade de pressão, Rui Borges sublinhou a qualidade de Quaresma. “A nível de pressão, tanto o Iván como o Quaresma dão essa capacidade. O Iván tem estado extraordinário. É perceber a dinâmica defensiva. O Edu, como um defesa de raiz, dá-nos essa capacidade de chegar, de duelo, de encurtamento. É fortíssimo nos duelos defensivos e esperamos que faça um excelente jogo”, realçou. O técnico leonino também abordou a importância de Hjulmand para o equilíbrio da equipa, especialmente frente a um adversário como o Arsenal, que conta com jogadores de grande qualidade no meio-campo. “O Morten tem caraterísticas muito próprias, leituras de espaço acima da média, é um jogador muito equilibrado. Dá-nos a possibilidade de ficar com bola, descobrir linhas de passe curtas... Ele já se conhecem muito bem. E a nível defensivo, dá outros equilíbrios. E a equipa sente outro conforto, é o líder e um grande líder”, concluiu Rui Borges, mostrando confiança na estratégia e nos jogadores para o difícil jogo em Londres.

Qual é o teu clube?
check_circle
Notícias do ativadas