Na antevisão ao embate decisivo entre Arsenal e Sporting, Rui Borges, treinador dos leões, partilhou as suas perspetivas e justificou as escolhas táticas para o onze inicial, com particular destaque para a inclusão de Eduardo Quaresma no lado direito da defesa. O técnico sublinhou que a decisão foi pensada ao detalhe, tendo em conta as exigências do confronto e as características do jogador.
“Tem a ver com a dificuldade do jogo e pelas caraterísticas do Edu [Quaresma] e do Vagiannidis. É um pouco por aí. Muito pelas caraterísticas em si, pelo que nos pode dar com e sem bola. É uma escolha”, analisou Rui Borges, em declarações à Sport TV, antes de abordar o regresso de Morten Hjulmand à equipa. O médio dinamarquês, capitão da equipa, é visto como um elemento fundamental para a dinâmica e liderança em campo. “Claramente que sim. É o nosso capitão, um jogador muito influente na dinâmica da equipa, na presença enquanto líder. É um jogador importantíssimo e ainda bem que o temos de volta, acredito que será uma peça importante. Mas ficaria tranquilo fosse com quem fosse”, afirmou.
A aposta em Quaresma na direita não visa apenas reforçar a defesa, mas também permitir uma maior liberdade ofensiva a Maxi Araújo no flanco oposto. Rui Borges admitiu que a inclusão de Quaresma poderá implicar uma menor dinâmica ofensiva pela direita, mas que o ganho no equilíbrio defensivo é crucial. “Vai permitir isso, até pela dinâmica da nossa equipa. É natural que o Maxi seja muito mais ofensivo. Claro que com o Edu perdemos alguma dinâmica ofensiva pelo corredor direito, não há as dinâmicas do Fresneda ou do Vagiannidis. Dará outro equilíbrio defensivo e outro poder no um para um defensivo”, explicou. O treinador fez questão de alertar para a magnitude do desafio, ressalvando que o Arsenal é uma equipa de topo: “É importante não irmos nesta euforia toda de que 'é possível'. Às vezes parece que vamos jogar com uma equipa normalíssimo e não vamos, o Arsenal ainda não perdeu na Champions. É preciso discernimento e equilíbrio emocional. Nos últimos 20 jogos em casa, o Arsenal perdeu dois. É uma grande equipa, mas acreditamos que poderemos dividir o jogo em alguns momentos.”
Em relação à capacidade de pressão, Rui Borges sublinhou a qualidade de Quaresma. “A nível de pressão, tanto o Iván como o Quaresma dão essa capacidade. O Iván tem estado extraordinário. É perceber a dinâmica defensiva. O Edu, como um defesa de raiz, dá-nos essa capacidade de chegar, de duelo, de encurtamento. É fortíssimo nos duelos defensivos e esperamos que faça um excelente jogo”, realçou. O técnico leonino também abordou a importância de Hjulmand para o equilíbrio da equipa, especialmente frente a um adversário como o Arsenal, que conta com jogadores de grande qualidade no meio-campo. “O Morten tem caraterísticas muito próprias, leituras de espaço acima da média, é um jogador muito equilibrado. Dá-nos a possibilidade de ficar com bola, descobrir linhas de passe curtas... Ele já se conhecem muito bem. E a nível defensivo, dá outros equilíbrios. E a equipa sente outro conforto, é o líder e um grande líder”, concluiu Rui Borges, mostrando confiança na estratégia e nos jogadores para o difícil jogo em Londres.