Governo reúne com FPF e Liga em maio para melhorar clima no futebol

  1. Governo português reúne com FPF e LPFP em maio.
  2. Margarida Balseiro Lopes: “O futebol tem uma centralidade no país”.
  3. PSP e PGR assinaram protocolo de cooperação.
  4. Pedro Neto Gouveia alerta para o aumento da pirotecnia.

O Governo português, através da Ministra da Cultura, Juventude e Desporto, Margarida Balseiro Lopes, anunciou que irá sentar-se à mesa com a Federação Portuguesa de Futebol (FPF) e a Liga Portuguesa de Futebol Profissional (LPFP) durante o mês de maio. O objetivo primordial destas reuniões é analisar o setor e identificar as melhores formas de tornar o clima no desporto, e em particular no futebol, mais propício, seguro e pautado pelo “fair play”.

“O futebol tem uma centralidade no país que deve ter uma redobrada atenção, da parte das várias entidades envolvidas. O Governo, agora durante o mês de maio, irá sentar-se à mesa com a FPF e a Liga para analisar o setor e ver de que forma conseguimos ser mais eficazes, para que o clima no desporto, e particularmente no futebol, seja mais propício e que este seja um espaço de acolhimento, segurança e ‘fair play’”, afirmou Margarida Balseiro Lopes, à saída de um evento sobre a violência no desporto no Centro de Estudos Judiciários, em Lisboa. A ministra realçou a influência das atitudes dos dirigentes desportivos, mencionando as reuniões com os presidentes do Sporting e do FC Porto, Frederico Varandas e André Villas-Boas, respetivamente.

Em simultâneo, foi assinado um protocolo de cooperação entre a Polícia de Segurança Pública (PSP) e a Procuradoria-Geral da República (PGR). “Vamos ter grandes eventos internacionais no país e queremos conseguir manter a reputação que nos tem granjeado respeito a nível internacional. Devemos continuar a apostar na segurança e combater qualquer tipo de comportamentos desviantes”, salientou Margarida Balseiro Lopes, enfatizando a importância desta colaboração. O Procurador-Geral da República, Amadeu Guerra, detalhou os objetivos do protocolo: “Criaremos linhas de atuação, cooperação, formação, tratamento de informação e investigação criminal. Os magistrados acompanharão a PSP para verificar certos impactos e os aspetos de prevenção e policiamento, para também percebermos e verificarmos quais são os desafios e dificuldades que a polícia tem na vigilância. O objetivo é conhecermos melhor esta realidade”.

Apesar de uma redução geral nos casos de violência, Pedro Neto Gouveia, diretor nacional adjunto da PSP, alertou para o “aumento substancial” da utilização de pirotecnia, descrevendo-a como “uma preocupação acrescida, por ser de um risco elevadíssimo”. “Qualquer distração ou fatalidade condiciona o são convívio que pretendemos do ambiente desportivo. O uso abusivo de pirotecnia só pode trazer problemas. Queremos que os recintos desportivos sejam locais de sã convivência familiar, que as pessoas possam, num ambiente seguro e controlado, assistir a um espetáculo desportivo sem complicações. São vergonhosas, às vezes, as coisas que se assistem e a PSP tudo faz para que essas mesmas coisas não voltem a suceder”, concluiu, reiterando o compromisso da PSP em garantir a segurança e o bom ambiente nos eventos desportivos.

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