Mário Jorge, uma figura incontornável do Sporting nos anos 80, partilhou memórias de um período áureo do futebol português. Em entrevista à revista “Sábado”, o esquerdino abordou dois momentos icónicos: a humilhante goleada de 7-1 do Sporting sobre o Benfica e a ida da seleção nacional ao Mundial do México, que contou com um golo memorável de Carlos Manuel.
A preparação para os dérbis era algo especial, assevera Mário Jorge. “Esses jogos, naquela altura, começavam a ser falados aí quase com um mês de antecedência, havia sempre uma grande expetativa. O Benfica até estava numa situação melhor do que o Sporting. Na primeira parte o jogo foi muito repartido, ao intervalo ganhávamos 1-0, mas a partir do 2-1 foi um descalabro completo da defesa do Benfica, porque apanharam um final de tarde inspirado do Manuel Fernandes. Curiosamente, o Manuel Fernandes pede para sair, se não me engano ao segundo golo, por sentir-se tocado, e o Manuel José disse-lhe: “Não, não, vais continuar”, refere Mário Jorge.
Mário Jorge também recorda a atmosfera hostil em solo portista e a particularidade em torno do ex-colega Futre, que se transferiu para o FC Porto. “E nas Antas, como era?”, questionou a revista “Sábado” a Mário Jorge.