Rui Borges aborda desafio com Estrela da Amadora e situação de Hjulmand

  1. Rui Borges prevê jogo difícil
  2. Geovany Quenda está convocado
  3. João Simões em dúvida
  4. Ioannidis e Luís Guilherme devem voltar esta época

Rui Borges, técnico dos leões, abordou o próximo e desafiador encontro com o Estrela da Amadora, marcado para este sábado na Reboleira. O treinador destacou a importância de uma mudança de foco após os compromissos europeus e a dificuldade inerente a esta fase do campeonato, sem deixar de comentar o interesse em Morten Hjulmand e a situação de alguns jogadores.

A preparação para o jogo na Reboleira exige uma mudança de chip, como frisou Borges. “Espero um jogo difícil, dentro de tudo o que tem sido e o que será este mês, pela exigência do jogo que tivemos [com o Arsenal], historicamente é um campo difícil. É uma equipa que tem um final de campeonato difícil e que está na luta pelos pontos. Todas estas circunstâncias levam-me a crer, e não tenho dúvida nenhuma, que será um jogo difícil para nós. Agora também temos muito a ganhar, temos de seguir aquilo que é o nosso caminho, temos de conseguir uma vitória, sabemos que vamos ter de lutar bastante para a conseguir. Dentro daquilo que é o Estrela e dentro daquilo que será o Sporting, será um jogo bastante competitivo”, disse. A exigência do calendário é um fator, e o técnico sublinha a necessidade de concentração. “Para nós é focar-mo-nos o máximo possível dentro daquilo que é a nossa forma de ser e de estar no dia a dia para conseguir ligar, na tal mudança de chip, para um jogo diferente, mas a dificuldade é grande. Por mais que sejam adversários totalmente diferentes, a dificuldade será grande, agora, naquilo que podemos fazer em termos diários, é ligá-los, é fazê-los perceber e ver que continuamos no nosso caminho, que o nosso principal objetivo é o campeonato”, acrescentou.

Questionado sobre os jogadores disponíveis, Rui Borges revelou que Geovany Quenda está convocado, enquanto João Simões está em dúvida. Em relação a Ioannidis e Luís Guilherme, o treinador manifestou esperança no seu regresso ainda esta época. “Esperamos e acreditamos que voltem esta época, tanto um como o outro. Não sei dizer o tempo, às vezes consigo se é uma semana ou assim, não consigo dizer, mas ambos regressam antes do final da época”, afirmou. O interesse em Morten Hjulmand também foi tema. “Acho que inevitável é falarem dele. É um grande jogador, está a fazer uma boa época, já fez uma grande época a temporada passada. É um jogador importante no Sporting, por tudo o que o Sporting tem estado a demonstrar a nível europeu também e é natural que se fale no Morten e noutros jogadores do Sporting. Deixa-nos a nós felizes, é sinal de reconhecimento individual e coletivo que o nosso trabalho também é bem feito em termos estruturais, em termos da valorização dos jogadores. Isso deixa-nos muito felizes e olho com naturalidade para isso, faz parte do futebol. O futebol é isso, agora se vai sair ou não sair, sou muito prático e muito frio nesse sentido: fico feliz se ele ficar, se não ficar virá alguém para o Sporting com valor. Faz parte do nosso trabalho, enquanto equipa técnica, valorizá-lo e fazê-lo crescer”, referiu.

O Estrela da Amadora, adversário do Sporting, ocupa o 14.º lugar e o seu treinador, João Nuno, perspetivou um jogo exigente. “Precisamos da nossa melhor versão, muito semelhante ao jogo com o Casa Pia, um Estrela a querer jogar e ser agressivo nos duelos”. João Nuno realçou a importância dos pontos em disputa. “Há 18 pontos por jogar. Não é o último jogo do campeonato, não é a nossa final. Todos os pontos são importantes. Fazemos as contas a 18 de maio. Não estamos em último, nem em penúltimo, nem no lugar de play-off, parece que estamos com a corda ao pescoço”, disse. O técnico do Estrela analisou o seu próximo adversário. “O Sporting é uma grande equipa, adoro estes desafios”. Sobre possíveis alterações na equipa de Rui Borges para a partida, João Nuno brincou: “Não tenho drones em Alcochete e não sei o que vai na cabeça do mister Rui Borges. Sei que tem qualidade para mexer e não se notar”. Em relação ao boletim clínico, “O Lekovic está recuperado, o Paulo Moreira não recuperou”. Rui Borges mostrou confiança na qualidade da sua equipa. “Não posso dizer que está a jogar melhor, é o FC Porto que está em primeiro, por isso, até ver, é o melhor. Agora na perspetiva enquanto treinador da minha equipa, estamos bem, estamos confiantes, estamos com uma qualidade de jogo muito boa, muito acima da média”, considerou.

A gestão física dos jogadores é crucial nesta fase. “Sim, é natural. Mais do que os amarelos, tem muito a ver com a parte física. Os jogadores vêm com um acumular de muitos jogos, alguns de seleção também, e nós obrigatoriamente temos de olhar para essa parte dentro daquilo que é possível observar e entender, dentro daquilo que é a parte dos dados, do treino e também de conversar e dialogar com eles. Perceber como estão, como se sentem porque estamos numa fase em que precisamos de estar muito ligados, precisamos da energia no máximo de toda a gente. Às vezes mais vale dar o máximo durante trinta minutos, do que dizer que dizer está bem e não dar o máximo em 60 ou 70 minutos e prejudicar a equipa. Vai ser muito por aí, além de ser o acumular de jogos, são jogos de grande exigência, vai pedir muito aos jogadores física e mentalmente”, concluiu.

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