Após a vitória de Portugal sobre os Estados Unidos por 2-0, em jogo de preparação para o Campeonato do Mundo de 2026, o selecionador nacional Roberto Martínez abordou diversos temas relevantes. Em declarações à RTP Notícias, Martínez fez um balanço positivo do estágio e elucidou a ausência de Pedro Gonçalves, conhecido como Pote, nos jogos de preparação. Adicionalmente, tranquilizou sobre a condição física de Cristiano Ronaldo, afastando quaisquer dúvidas sobre a sua participação no próximo Mundial.
A gestão de jogadores e a experimentação tática foram aspetos chave deste estágio, como salientou Martínez. O selecionador fez questão de sublinhar a importância de dar minutos a todos os convocados, mas também de gerir riscos. “O estágio tinha muitos objetivos e estou muito satisfeito em todos eles. Normalmente, os estágios são para ganhar e interessa o resultado, mas neste estágio não era assim. Era um estágio para procurar novas soluções, experimentar conceitos táticos e o trabalho no treino foi muito importante. Fico muito contente que todos os jogadores tenham sido utilizados”, revelou Roberto Martínez.
Abordando a questão de Pote, que não somou minutos em campo, Martínez justificou a sua decisão. “Com Pedro Gonçalves não quis arriscar a utilização porque a relva era um bocadinho perigosa. Se lhe expliquei a decisão? Sim. O compromisso do Pedro com a seleção é cinco estrelas e fantástico. Precisou de dois ou três dias de trabalho individual, mas era importante anular perigo e que o Pedro Gonçalves esteja bem até ao final da época. A falta de minutos de Pedro não é um sinal, nada disso. Ele está na mesma posição que todos os outros jogadores. Vamos continuar a acompanhar e a decisão será tomada em maio de acordo com os jogadores nesse momento”, frisou Martínez. Esta declaração oferece clareza sobre a situação do jogador, garantindo que a sua não utilização foi uma medida de precaução e não um indicador da sua posição na equipa. “O Pote, a minha decisão foi não querer arriscar porque a relva estava um bocadinho perigosa. Expliquei-lhe, sim. O compromisso que tem com a Seleção é fantástico. Precisou de 2-3 dias de trabalho individual, mas agora era mais importante anular o perigo e que ele esteja bem até ao final da época. A falta de minutos não é um sinal nem nada disso, está no mesmo patamar que os outros jogadores”, acrescentou. Ele também descreveu o propósito do estágio: “Os estágios não são para ganhar, não são para isso. Este era um estágio para procurar novas soluções e conceitos táticos. Fico contente com o que mostrámos”, disse o selecionador.
Sobre o desempenho da equipa, em particular nos jogos contra o México e os EUA, o selecionador notou uma melhoria progressiva. “Nos dois jogos, as segundas partes foram melhores. Já falei disso em março. Parece que precisamos de minutos para ajustar, ligar melhor e tomar melhores decisões. Mas hoje melhorámos em geral o que fizemos contra o México. Os conceitos foram muito bons. Os EUA é uma equipa com muita capacidade física e a relva ajuda o seu jogo, então fico muito satisfeito. Não era um adversário europeu, era diferente e isso ajuda à nossa preparação”, analisou Martínez. “Acho que nos dois jogos as segundas partes foram melhores, falei disso em março. Parece que precisamos de minutos para ajustar, ligar e criar melhores ligações. Melhorámos em relação ao que mostrámos frente ao México. Os EUA são uma equipa com muita verticalidade e capacidade física. Fiquei muito contente porque o adversário não era europeu e isso ajuda a nossa preparação”, complementou, reforçando a satisfação com a evolução da equipa.
A condição física de Cristiano Ronaldo foi outro ponto abordado, com Martínez a dissipar quaisquer receios sobre a sua participação no Mundial. “Ronaldo tem uma lesão tal como o Nélson Semedo ou Rúben Dias. Jogadores com problemas físicos... O Cristiano Ronaldo está a recuperar bem e penso que estamos a falar de dias para voltar a treinar. Não é um problema que o coloque em dúvida para o Mundial. Como todos os jogadores, são quase 60 dias para os acompanhar. A lesão do Cristiano não é uma lesão para deixar o Mundial em perigo”, assegurou o treinador. Esta informação é crucial para os adeptos, que aguardam ansiosamente a presença do capitão na competição. “A lesão é como a do Rúben Dias e Nélson Semedo. O Cristiano está a recuperar bem, estamos a falar de dias para voltar com a sua equipa e a treinar. Não é um problema para ficar em dúvida para o Mundial. Mas tal como todos os outros jogadores, temos agora 60 dias para acompanhar todos os jogadores. Mas a lesão de Cristiano Ronaldo não é algo que coloque em risco a presença no Mundial”, concluiu, reforçando a sua mensagem de confiança.
Com a preparação a decorrer e o lote de participantes no Campeonato do Mundo de 2026 já definido – Portugal inserido no Grupo K com Usbequistão, Colômbia e República Democrática do Congo –, as palavras de Roberto Martínez trazem um misto de confiança e transparência na gestão da seleção nacional. A equipa parece estar no caminho certo para o torneio, com o selecionador a demonstrar um planeamento cuidado e uma comunicação aberta sobre as suas decisões e a condição dos jogadores chave.