Beto Pimparel Otimista com Portugal no Mundial

  1. Beto Pimparel prevê um futuro ambicioso para Portugal.
  2. Ele esteve em três Campeonatos do Mundo.
  3. Portugal tem 40-45 jogadores de qualidade.
  4. Beto acredita que Portugal pode ser campeão do mundo.

O antigo guarda-redes da seleção nacional, Beto Pimparel, traçou um cenário ambicioso para Portugal no próximo Campeonato do Mundo, sustentando que a qualidade dos jogadores e a mentalidade da equipa podem levar a um feito histórico. Em declarações à agência Lusa, Beto enfatizou a importância de cada atleta demonstrar o seu valor nos jogos de preparação, considerando que o leque de opções à disposição de Roberto Martínez é vasto e talentoso.

“Eu vivi três fases finais de Campeonatos do Mundo e, muitas vezes, é preciso fazer gestão. Os jogos têm três, quatro ou cinco dias de diferença, os adversários são diferentes e é necessário utilizar praticamente todo o plantel. Os atletas têm de dar esse passo em frente para demonstrar que são opções para o selecionador”, observou o ex-guarda-redes, destacando a necessidade de uma gestão cuidadosa do plantel. Beto, que foi convocado para as edições de 2010, 2014 e 2018, enfatizou que a avaliação vai além do coletivo, sendo também individual. “A avaliação é sempre feita de forma coletiva, mas estes testes são muito individuais e acredito que [o técnico] Roberto Martínez tenha analisado num contexto quase de Campeonato do Mundo a capacidade dos jogadores que não têm tantos minutos na seleção. Alguns deles provavelmente não vão estar na fase final, porque não há espaço para toda a gente e Portugal tem um leque de 40/45 futebolistas capazes e com qualidade”, notou Beto.

O ex-internacional refletiu ainda sobre as dificuldades enfrentadas no último embate frente ao México, mencionando a ausência de figuras importantes como Cristiano Ronaldo, o pouco entrosamento e os efeitos da altitude. “As condições não eram fáceis e existiram várias nuances a influenciar a exibição, que não foi a melhor. Depois, ainda há muito por se decidir nos campeonatos nacionais e nas provas europeias [de clubes], viagens e cansaço. Independentemente de os jogadores estarem a 100%, acredito que haja uma pequena parte psicológica que determina que, se calhar, eles não vão com tudo a abordar alguns lances. É inconsciente”, explicou. Contudo, Beto mantém a esperança de que Portugal “faça sempre algo de diferente e se superiorize aos adversários”, prevendo uma grande rotatividade no jogo contra os Estados Unidos. “A altitude influencia mais [o desempenho dos atletas]. Importa adaptarem-se ao ambiente no estádio e ao público, que puxará pela seleção da casa. Em teoria, os Estados Unidos não estão ao nível de Portugal, mas podem colocar-se em termos físicos e de motivação. Muitas vezes, esses detalhes fazem a diferença num Mundial perante margens de erro pequenas”, advertiu. Recordando a vitória no Euro2016, Beto apela à equipa para que se inspire nesse feito. “Temos de nos agarrar muito ao que aconteceu no Euro2016. Com todas as circunstâncias e imponderáveis naquela final, Portugal mostrou frente à França um desejo enorme de ser campeão da Europa. Obviamente, existe técnica, tática, talento, qualidade e mentalidade, mas uma equipa desejar [a vitória] com todas as forças e em coletivo pode fazer com que Portugal dê um passo em frente e atinja a melhor classificação de sempre”, reiterou.

Em suma, Beto Pimparel não hesita em afirmar que Portugal tem todas as condições para alcançar o título mundial. “Portugal tem dos melhores jogadores e seria uma contradição e um crime não assumir que tem condições para ser campeão do mundo. Agora, há diversas circunstâncias e seleções a querer o mesmo e a igualar-nos no talento. Se Portugal se destacar no desejo, na vontade e na crença, acredito que pode chegar mesmo muito longe e fazer história”, afiançou, transmitindo uma mensagem de otimismo e confiança no potencial da seleção nacional.

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