Numa partida amigável disputada no Estádio Azteca, México e Portugal empataram a zero, num confronto que marcou a reinauguração do icónico estádio. O jogo, que gerou grande entusiasmo pré-partida, acabou por ser uma exibição mediana, com poucas oportunidades de golo e um ritmo de jogo notavelmente lento. Este resultado mantém a invencibilidade de Portugal frente ao México, com a equipa das Quinas a somar o terceiro empate em seis encontros.
O selecionador português, Roberto Martínez, aproveitou a ocasião para realizar diversas experiências, utilizando um total de 46 jogadores em 37 jogos sob o seu comando. No encontro contra o México, foram observadas diversas alterações no onze inicial com a presença de António Silva, Matheus Nunes e Samu Costa, enquanto Gonçalo Ramos, do PSG, e João Félix, também tiveram oportunidade. A partida serviu como um teste para a seleção portuguesa, que demonstrou dificuldades na criação de perigo, apesar de ter dominado em termos de posse de bola. Gonçalo Ramos chegou mesmo a atirar ao poste na primeira parte, numa das mais claras oportunidades de golo para Portugal.
Apesar do resultado, a noite no Estádio Azteca ficou marcada por incidentes trágicos e controversos. A reinauguração do estádio foi ensombrada pela morte de um adepto mexicano, de 27 anos, que, segundo as autoridades, estava sob o efeito do álcool e caiu de uma zona de camarotes. Adicionalmente, foram relatados gritos homofóbicos por parte dos adeptos mexicanos direcionados aos guarda-redes, uma situação que já valeu sanções à federação mexicana no passado por parte da FIFA. O jogo, porém, prosseguiu sem interrupções, com a organização a optar por abafar os episódios com música ambiente.