O adiamento do jogo entre Sporting e Tondela, referente à 26.ª jornada do campeonato, foi justificado pelos regulamentos devido à participação bem-sucedida dos leões nos quartos de final da Liga dos Campeões. Reinaldo Teixeira, em declarações esta quarta-feira, reiterou a conformidade com as normas, salientando que a partida está agora agendada para 29 de abril, caso o Sporting seja afastado da competição europeia pelo Arsenal. Teixeira sublinhou a importância de cumprir os regulamentos, independentemente dos clubes envolvidos.
“Dar os parabéns às equipas pelo que conseguimos a nível europeu. Esses momentos depois trazem alguma dificuldade de calendário. Os regulamentos são para se cumprir, têm regras, a comissão de calendários assim o decidiu e está marcada já a data. Felizmente as equipas tiveram o sucesso que tiveram. É a velha história, não há bela sem senão. Respeitámos os regulamentos e as indicações da comissão de calendários. Aplica-se ao clube A, B ou C. É preciso termos presente que a Liga é plural e imparcial”
, afirmou Reinaldo Teixeira.
O dirigente abordou ainda as queixas do FC Porto em relação ao jogo com o Arouca, estabelecendo um paralelo com a situação atual. “O jogo com o Arouca foi esclarecido. Agora é igual. As nossas interpretações são dentro da base dos técnicos de cada área, de acordo com os regulamentos. Naturalmente que cada clube pode ter a sua opinião, mas à Liga cabe interpretar os regulamentos e decidir. Nem sempre é aceite por todos, mas a nós compete-nos estar conscientes do que fazemos com base nos regulamentos e nos princípios de imparcialidade”
, acrescentou Teixeira, reforçando a imparcialidade da Liga.
Paralelamente à discussão sobre o calendário, a paixão dos adeptos pelo percurso europeu do Sporting continua presente. Duarte, um jovem guarda-redes, confessou a sua emoção ao recordar a reviravolta dos leões frente ao Bodo/Glimt. Embora o Sporting tenha perdido a primeira mão por 0-3, a forma como a equipa abordou o segundo jogo deixou marcas.
Duarte descreveu a sua experiência: “Aquele segundo jogo foi incrível. Eu fiquei emocionado. A forma como o Sporting entrou, a vontade de mudar o jogo. E depois a recuperação que só acabou no prolongamento. Foi um jogo incrível e sem dúvida que fiquei muito feliz”
. O jovem guarda-redes admitiu ter sentido que a reviravolta era possível: “Se acreditava? Sentia que podia acontecer, mas não posso dizer que estava à espera do que aconteceu. O Bodo é uma equipa tão sólida, mas senti que poderiam ter dificuldades por estarem mais habituados ao relvado sintético. Além disso, não têm muita experiência nas grandes competições e isso também teve peso”
, observou.
Nuno Marques partilhou da mesma opinião, reforçando a ideia de que o Sporting corrigiu os erros da primeira mão. “Senti que no jogo da primeira mão o Sporting falhou porque não estudou bem a forma como o Bodo/Glimt joga. Talvez tenha havido um trabalho menos bem nesse campo. Mas isso mudou completamente em Alvalade e a reviravolta foi inteiramente justa”
, concluiu Nuno Marques, evidenciando o mérito da equipa na qualificação para a fase seguinte da Liga dos Campeões.