Rui Borges: 50 Vitórias e o Preconceito por Trás do Sucesso no Sporting

  1. Rui Borges alcançou 50 vitórias pelo Sporting.
  2. Marca atingida após vitória 4-1 sobre o Alverca.
  3. Treinador tem 50 vitórias, 15 empates, 8 derrotas em 73 jogos.
  4. Crítico ironiza "papinha feita" por Rúben Amorim.

Rui Borges, treinador do Sporting, atingiu a marca de 50 vitórias ao leme dos leões após o triunfo por 4-1 frente ao Alverca, em jogo da 27.ª jornada da Liga. Uma marca que o próprio técnico valoriza, mas que, no seu entender, reflete um trabalho coletivo e o bom momento que o clube atravessa. A reflexão do treinador não se focou apenas no número redondo de vitórias, mas na qualidade do percurso e na estabilidade que a equipa tem demonstrado. “Fico feliz. É mais um marco naquilo que é o nosso caminho enquanto equipa técnica. Marca um caminho do Sporting muito bom, muito feliz. Temos feito um grande trabalho e tudo o que é qualidade de jogo e dados assim o demonstram. Por isso, mais do que 50 jogos, estou feliz por estes meses todos na liderança de um grande Sporting”, afirmou Rui Borges, sublinhando a satisfação pelo trabalho desenvolvido.

Apesar dos números robustos – 50 vitórias, 15 empates e 8 derrotas em 73 jogos em todas as competições, e uma invencibilidade em jogos fora de casa na Liga – o treinador parece lidar com um certo preconceito, como sugere uma análise recente. A narrativa que tenta descreditar o seu sucesso, atribuindo-o a uma “papinha feita” por Rúben Amorim, é algo que tem vindo a ser desconstruído pelos resultados e pelo desempenho da equipa. A forma como Rui Borges geriu as lesões e as adversidades iniciais apontam para uma capacidade de liderança e adaptação que vai além de qualquer herança. “Só se Amorim deixou uma receita secreta entregue a Paulinho e o obrigou a prometer que apenas a entregaria a um treinador que viesse do interior de Portugal. Nada de litoral, nada de sotaque de Lisboa. “Só dás isto ao meu substituto se ele apreciar uma boa canja ou, talvez, quem sabe, uma bela alheira frita”, terá dito Rúben a um Paulinho em lágrimas antes da sua partida para Manchester”, ironiza um cronista, destacando a ilogicidade da ideia de uma transição facilitada.

A resiliência de Rui Borges, comparada à de um camelo que “atravessa desertos onde outros morrem e carrega pesos que muitos outros recusariam”, tem sido uma constante na sua passagem pelo Sporting. Mesmo após um apuramento histórico para os quartos de final da Liga dos Campeões – feito que o próprio treinador já antecipava –, o preconceito persiste. Há uma certa expectativa por parte de alguns para que o técnico falhe, de forma a justificar críticas pré-concebidas. “E não, não me venham dizer que não há preconceito com Rui Borges. Há e não é pouco. Quantos treinadores já passaram pelo futebol português que nunca ganharam coisíssima nenhuma, mas que foram sempre tratados como senhores? Já Rui Borges tem de levar com os Jaimes Marta Soares desta vida, os Josés Maria Jonets e com uma quantidade inenarrável de jornalistas que dizem coisas como “fez história, mas não devia ver renovado o contrato” sem sequer corarem de vergonha”, critica o cronista, evidenciando a dualidade de critérios na avaliação de treinadores. “A derrota com o Bodo/Glimt serviu para mais do que para festejarmos uma reviravolta épica: mostrou-nos também que, mesmo dentro de casa, ainda há viúvas de outros tempos”, conclui, apontando para a existência de uma resistência interna ao reconhecimento pleno do trabalho de Rui Borges.

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