FC Porto considera recorrer à via jurídica devido a reagendamento de jogo da I Liga

  1. Reagendamento do jogo Sporting-Tondela gera insatisfação
  2. FC Porto considera recorrer à via jurídica
  3. Jogo pode realizar-se a 29 de abril
  4. Sporting propôs 6 de maio para o jogo

A decisão da Liga Portuguesa de Futebol Profissional (LPFP) sobre o reagendamento do jogo entre Sporting e Tondela, da 26.ª jornada da I Liga, continua a gerar insatisfação, especialmente por parte do Futebol Clube do Porto (FC Porto), que não descarta recorrer à via jurídica.

Reinaldo Teixeira, presidente da Liga, defendeu a postura da organização face às acusações de favorecimento. “Nunca esperem desta Liga qualquer atitude permissível ou permeável de uma atitude parcial”, asseverou, acrescentando ainda que "O único tratamento particular que existe na Liga é para todas as sociedades desportivas, de acordo com os regulamentos e o que é decidido nas Comissões da Marcação de Jogos”. Esta declaração surge após o FC Porto ter criticado o alegado benefício dado ao Sporting no adiamento da partida, inicialmente marcada para o último fim de semana.

A Liga propôs uma solução provisória: o jogo realizar-se-á a 29 de abril, entre as jornadas 31 e 32, caso o Sporting seja eliminado da Liga dos Campeões pelo Arsenal nos quartos de final. Contudo, se os leões avançarem na competição, uma nova reunião decidirá a data. Este cenário indignou o FC Porto, que vê na indefinição uma “violência ao artigo 42.º do regulamento de competições, que indica que o desafio tem de ser reagendado, no máximo, para as quatro semanas seguintes à data original”. Os dragões consideram que tais limites temporais “não se tratam de meras formalidades, mas sim de mecanismos para evitar que jogos sejam disputados num contexto classificativo diferente do original”.

A interpretação da Liga, que enquadra a situação como “um jogo não marcado”, é contestada pelos portistas, que sustentam que essa “figura não tem suporte regulamentar e não pode afastar os limites temporais previstos para remarcações”. Para o FC Porto, a posição da Liga negligencia a equidade entre os clubes e a integridade da competição. “O objetivo do regulamento é, na ótica portista, impedir que resultados de jornadas atrasadas influenciem o desfecho da competição de forma desequilibrada”, apurou a BOLA, que revelou ainda que os azuis e brancos “formalizaram o seu protesto na ata da reunião da Comissão Permanente de Calendários e está disposto a recorrer à via jurídica (...) para contestar qualquer decisão final que desrespeite os prazos regulamentares ou resulte num tratamento desigual clubes”.

Na polémica reunião da Comissão de Calendários, o Sporting chegou a sugerir o dia 6 de maio para a realização do encontro, argumento do desgaste físico da sua equipa. Contudo, esta proposta “não teve acolhimento por parte dos rivais FC Porto e Benfica, que se uniram para recusar a proposta”, com os azuis e brancos a serem mais veementes na sua rejeição.

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