Sporting atinge os quartos da Liga dos Campeões e fatura quase 80 milhões de euros

  1. Sporting nos quartos da Liga dos Campeões
  2. Receita recorde de 80 milhões euros
  3. Reviravolta de 0-3 para 5-0
  4. Maior proeza Sporting na Champions

O Sporting Clube de Portugal alcançou um feito histórico na Liga dos Campeões, qualificando-se para os quartos de final da competição, um marco inédito no atual formato. Esta caminhada notável não só eleva o prestígio do clube a uma nova dimensão europeia, mas também se traduz numa receita recorde de quase 80 milhões de euros para os cofres leoninos. A qualificação para esta fase da prova milionária representa a maior proeza do Sporting na história da Liga dos Campeões, superando a anterior presença nos quartos de final da Taça dos Campeões Europeus em 1982/1983.

A saga europeia do Sporting nesta temporada é marcada pela forma como a equipa conseguiu reverter um resultado adverso de 0-3 contra o Bodo/Glimt na primeira mão dos oitavos de final, aplicando uma goleada de 5-0 na segunda mão, em Alvalade. Esta reviravolta épica foi desenhada com grande meticulosidade pelo treinador Rui Borges e a sua equipa técnica, que, após a derrota na Noruega, optaram por uma abordagem estratégica e psicológica pouco convencional. Em vez de chicote e discursos inflamados, houve dupla folga para os jogadores, com o objetivo de limpar a cabeça e fomentar a crença no grupo. No regresso aos treinos, a palavra-chave era a crença, repetida várias vezes, e a inteligência dos jogadores em igualar a agressividade nórdica em campo.

No plano tático, Rui Borges implementou diversas mudanças que se revelaram decisivas. No ataque, o regresso de Maxi Araújo pela esquerda e o reposicionamento de Fresneda na direita permitiram ao Sporting explorar os corredores laterais com maior consistência. Os defesas-centrais Gonçalo Inácio e Quaresma assumiram um papel mais proeminente na construção e transporte de bola, com a entrada de Debast a adicionar imprevisibilidade. Os laterais desempenharam uma função híbrida, criando superioridade numérica e desorganizando as marcações adversárias. No meio-campo, a dinâmica entre Morita e Hjulmand focou-se na verticalidade e agressividade, rematando sem hesitação e atacando a baliza. Luis Suárez, com os seus movimentos em profundidade, obrigou a defesa do Bodo a recuar, facilitando a chegada de outros jogadores à zona de finalização. Defensivamente, a equipa adotou uma pressão alta e sufocante, impedindo o adversário de construir e anulando os seus criativos. A estratégia funcionou na perfeição, resultando num domínio avassalador e numa noite que surpreendeu a Europa do futebol, igualando a maior reviravolta da história do clube na competição, que remonta a 1964 contra o Manchester United. Financeiramente, a entrada na fase de liga rendeu 33,85 milhões de euros. Os bónus por pontos (cinco vitórias e um empate) adicionaram 11,2 milhões, o 7º lugar mais 8,25 milhões, e a qualificação para os oitavos de final valeu 11 milhões. Um bónus de 2 milhões por ficar entre os oito primeiros da fase de liga elevou o valor para 66,3 milhões, culminando nos 78,8 milhões com a passagem aos quartos. Caso o Sporting avance para as meias-finais, acrescentará mais 16 milhões de euros a esta impressionante soma.

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