Sporting vira jogo épico e avança na Liga dos Campeões

  1. Sporting vence Bodo/Glimt por 5-0
  2. Reverteu desvantagem de 3 golos
  3. Rui Borges celebra efusivamente
  4. Iván Fresneda provoca penálti decisivo

Numa noite de glória em Alvalade, o Sporting operou uma reviravolta memorável frente ao Bodo/Glimt, garantindo um lugar nos quartos de final da Liga dos Campeões com uma vitória contundente por 5-0. O feito, que permitiu aos leões anular uma desvantagem de três golos da primeira mão, foi celebrado com grande euforia. Gonçalo Inácio abriu o marcador, seguido por Pedro Gonçalves e Luís Suárez, que empatou a eliminatória de penálti. Já no prolongamento, Maxi Araújo e Rafael Nel selaram o resultado, levando a equipa a um patamar que o treinador Rui Borges fez questão de ressaltar.

A intensidade da vitória foi tal que até o treinador Rui Borges sentiu as consequências físicas da celebração. O técnico, com o seu habitual pragmatismo e paixão, refletiu sobre o momento. “Quase parti uma costela, estou aqui à rasca... Estou quase sem ar”, disse, entre risos, na conferência de imprensa, revelando o quão efusivo foi o festejo do quinto golo. Borges não deixou de lançar farpas aos críticos, sublinhando que a equipa provou o seu valor. “Sou muito positivo, desde a nascença. Felizmente, a minha família ensinou-me e passou-me esses valores, e sou muito positivo. Este jogo hoje é demonstrativo disso. Disse isso aos jogadores: acredito muito naquilo que é o universo, Deus, cada um com as suas crenças, respeito todas e, por ser tão positivo, é que achávamos que tínhamos de passar por aquele 3-0. Só estávamos aqui a disputar este jogo, e temos a felicidade de o disputar, mesmo depois de termos perdido 3-0, porque sabíamos que a equipa mais capaz de dar a volta era a nossa. Estávamos a ser postos à prova, eles, nós, todos, e foi isso que fizemos: procurámos provar aquilo de que somos capazes. Sou naturalmente alguém que quer responder, mas sou, acima de tudo, uma pessoa feliz. Faço aquilo de que mais gosto, tenho a minha família comigo, por isso sou uma pessoa feliz. Aqueles que duvidam vão continuar a duvidar. Quanto mais duvidam, mais eu ganho e mais cresce o meu trajeto. Não sou de estatutos, sou de trabalho. E continuo assim”, afirmou o treinador.

As palavras de Rui Borges prosseguiram com um desabafo incisivo, mostrando que a sua autoconfiança e a defesa do clube estão acima de tudo. “Antes de mais, esperava ter mais jornalistas aqui, depois desta vitória. Tinham de estar mais jornalistas por aquilo que foi a vitória épica do Sporting, o caminho. Se não tivéssemos passado, estariam mais, com toda a certeza. Mas felizmente nós passámos. A vitória era algo em que acreditava muito. Disse no fim do jogo, apesar de um jogo menos conseguido da nossa parte na primeira mão, disse que nós estávamos dentro da eliminatória. Estava difícil, mas que íamos tentar fazer algo extraordinário. E foi isso que os jogadores fizeram: acreditaram, perceberam aquilo em que não fomos capazes, individualmente, coletivamente, eles, nós, toda a estrutura. Falámos, observámos, percebemos o que é que poderíamos fazer melhor, o que é que poderíamos fazer para termos uma noite histórica, e foi isso que aconteceu. O resto é algo que acrescenta mais à história do Sporting, a nós, a mim pessoalmente, também.” O treinador enfatizou a importância do respeito que o Sporting e os seus jogadores merecem, questionando a postura de alguns críticos. “Pode ser que alguns continuem a dizer que o treinador é fraco para o Sporting, que continuem a achar que o treinador não tem capacidade para o Sporting, mas esquecem-se de que o treinador é campeão nacional, fez a dobradinha e merece mais respeito. É isso que eu quero: mais respeito pela minha pessoa, mais respeito pelo Sporting, mais respeito pelos jogadores, que merecem. Parecia que éramos os piores do mundo quando perdemos em Bodo. Não era um jogo que iria definir aquilo que é a equipa do Sporting e aquilo que eles são. Eles merecem muito mais respeito. Agora é seguir, levantar a cabeça, amanhã descansar e pensar já no próximo jogo.” Por sua vez, Iván Fresneda, um dos destaques do jogo pela sua intensidade e por ter provocado o penálti do empate, sintetizou o sentimento da equipa. “Não tenho palavras. Nós acreditámos muito, mesmo muito, durante esta semana toda. Ficámos tristes depois da derrota muito dura que sofremos em Bodo, mas nunca deixámos de acreditar. Acho que merecemos mesmo muito.” Quanto ao lance que originou o penálti, o lateral afirmou: “Fico feliz, precisávamos mesmo de marcar o terceiro e tive um pouco de sorte com a mão do jogador do Bodo. Enfim, os jogos decidem-se nos detalhes, hoje caiu para o nosso lado.” A mensagem é clara: o Sporting está vivo na Champions e, para Rui Borges, o caminho é feito de trabalho e paixão, e não de dinheiro. “Eu sou feliz. Já disse que não perco tempo a pensar nisso. Disse desde o primeiro dia em que cheguei ao Sporting, e desde o primeiro dia em que comecei como treinador: não é o dinheiro que me move. É a paixão pelo jogo, é o sonho de ser um bom treinador e, acima de tudo, uma boa pessoa e um bom ser humano, que acho que sou. Isso é o que me deixa feliz, mais do que tudo o resto. Nunca será o dinheiro a mover-me. Sou feliz por ter a minha família, e isso é a maior felicidade da vida de qualquer ser humano. Não é o dinheiro que me preocupa, nem sequer perco tempo a pensar nisso, muito sinceramente”, concluiu Rui Borges.

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