Sporting: Pote e Rui Borges confiantes na reviravolta frente ao Bodo/Glimt

  1. Pote: “Espero sentir-me a 100 por cento.”
  2. Luís Guilherme está fora do jogo.
  3. Sporting venceu os quatro jogos em casa na Champions.
  4. Rui Borges: “É preciso um equilíbrio enorme em termos mentais.”

O Sporting prepara-se para um desafio hercúleo na segunda mão dos oitavos de final da Liga dos Campeões, onde procurará reverter uma desvantagem de três golos frente ao Bodo/Glimt. O treinador Rui Borges e o jogador Pote abordaram a partida, destacando a importância da recuperação e do foco na estratégia.

“Espero sentir-me a 100 por cento. Vou tentar”, afirmou Pote, aludindo à sua condição física. O jogador leonino também se referiu à estratégia para o encontro, afirmando: “Claramente que o mister já nos passou a análise do que não correu tão bem. Sabemos que a pressão e o momento de pressão não foram os melhores. Vamos tentar demonstrar que somos uma equipa diferente da primeira mão.” Reforçando a necessidade de uma entrada forte, Pote acrescentou: “Sabemos que temos de entrar muito fortes. Pressionantes para tentar marcar o mais rapidamente possível. Fizeram um golo em contra-ataque. Sabemos que o n.º 10 [Hauge] é muito forte a conduzir o contra-ataque deles. Chegam com muitos à área. Vamos estar muito atentos e, se tiver de ser, vamos defender todos dentro da área. Sofrendo um golo torna as coisas mais complicadas. Tentar passar energia positiva desde o primeiro minuto.” Pote também abordou o tema da seleção nacional, reconhecendo a vasta opção de jogadores: “Já estive lá, já não fui convocado... As decisões cabem ao treinador. Sei que o selecionador deve ter muitas dores de cabeça, o leque de opções é muito grande. Mas vou dar sempre o melhor de mim para estar tranquilo comigo mesmo.”

Rui Borges, por sua vez, analisou a situação da equipa, que terá uma baixa importante: “Luís Guilherme está fora do jogo.” O técnico pediu uma “magia única” aos jogadores e adeptos, relembrando o percurso da equipa em casa nesta Liga dos Campeões. “É natural que, depois do momento, estivessem e estivéssemos nós um pouco tristes. Claro que depois percebemos o que é a nossa força, o que são as nossas capacidades”, disse, e garantiu: “Não é um jogo que nos define. O jogo correu menos bem, é certo, temos noção disso, mas não define o que estes rapazes têm feito ao longo da época, do que têm sido capazes, de toda a capacidade individual e coletiva que têm mostrado e da força que somos em casa, em Alvalade, com os nossos adeptos.” O Sporting venceu os quatro jogos disputados em Alvalade na Liga dos Campeões este ano, frente a Kairat, Marselha, Club Brugge e PSG. “Histórias diferentes, adversários diferentes, mas essa crença, essa resiliência, essa audácia que tivemos nesses jogos de Champions... que a tenhamos hoje também. Acima de tudo, é preciso um equilíbrio enorme em termos mentais. A ambição em excesso, a ânsia de procurar o golo não nos pode levar a perder o equilíbrio. Temos de ser muito equilibrados. O jogo tem vários momentos. Vamos correr riscos obrigatórios, porque queremos muito dar outra imagem e acreditar que é possível. Temos de os correr. Dentro desses riscos temos de estar muito equilibrados emocionalmente”, sublinhou Rui Borges. O treinador destacou a semana de descanso como um fator crucial: “É importantíssimo. A energia é importante. O jogo é de 90 minutos ou mais, parece pouco mas é muito tempo. Haverá momentos em que precisamos da energia deles. Naqueles momentos em que estejam mais cansados, em que possa faltar um pouco mais de acreditar, que eles façam renascer esse acreditar para podermos levar de vencido um grande Bodo/Glim”

A aposta em Quaresma na defesa, em detrimento de Dembelé, foi explicada pelo técnico: “O Ousmane, é visível isso, e já tínhamos sentido no jogo em Braga, dado ele estar a fazer o Ramadão, sente-se muito na sua energia. É um jogador importante, muito próprio. Só que neste momento tem tido uma quebra física natural. Respeitamos isso. O Eduardo tem trabalhado para ter estas oportunidades, dá-nos características diferentes do que o Ousmane. É por aí.” Sobre a estratégia para o jogo, Rui Borges detalhou: “No sentido que temos ter mais coragem e audácia. Não podemos fugir disso. Dentro dessa estratégia, o que nos faltou lá, temos de ter em dobro. Intensidade nas ações, no rigor, porque vamos estar mais vezes expostos. Temos de ter equilíbrio emocional enorme. A ânsia por marcar não nos pode levar a ficar desequilibrados e perder controlo emocional. O jogo está ao gosto deles, estão a ganhar por 3-0, confortáveis em bloco baixo e em contra-ataque. Temos de ter esse equilíbrio emocional. Vamos procurar o golo, mas não podemos perder o equilíbrio.” O planeamento para desmontar o bloco baixo do Bodo/Glimt também foi abordado: “Foi o que acontece lá. Não fazendo jogo bom lá tivemos oportunidades para marcar, porque vários momentos formos a corredores, criámos provocações interiores entre lateral central. Claro que depois há coisas que não fugimos. Temos jogo interior forte, mas vai ao encontro deles. Nós temos de ser inteligentes. A ânsia de procurar o golo não nos pode fazer perder o equilíbrio, repito. Temos de ter paciência com bola. Não podemos entrar num jogo de transições. Quando tivermos bola temos de ter ataques continuados com tempo, para desgastar o Bodo também.” Questionado sobre a postura do adversário, o técnico afirmou: “Vamos ter as duas coisas. Bodo defensivo e que tenhamos a capacidade para os empurrar para um bloco baixo. Isso depende da nossa capacidade. Acredito que queiram pressionar. Mas é uma equipa muito confortável na sua transição ofensiva. Muito bem trabalhada nesse sentido. Pessoalmente como treinador foi a equipa que mais me surpreendeu nesse sentido. Tem uma capacidade competitiva grande. E o futebol é cada vez mais exigente nesse sentido.” Por fim, Rui Borges reconheceu as falhas do jogo anterior: “A equipa não esteve compacta. O futebol às vezes não tem a ver com estratégia, mas com intensidade. Em Bodo sabia o que eles iam fazer, mas a intensidade do coletivo estivemos aquém. Não conseguimos sequer ser pressionantes na linha de dois. Tiveram muito espaço. Fomos perdendo esses momentos de pressão, esse equilíbrio emocional. Individualmente fomos surpreendidos pela real capacidade do Bodo. Isso deixou a equipa mais comprida. A nossa primeira linha de pressão nunca conseguiu sê-lo ou fazê-lo. Vamos ter de andar mais homem a homem, mas isso é nosso, já fazemos desde o início da época. Se calhar hoje vamos fazer mais. Queremos correr atrás do prejuízo.”

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