O Conselho de Disciplina (CD) da Federação Portuguesa de Futebol (FPF) indeferiu o recurso do FC Porto referente a uma alegada agressão do médio Morten Hjulmand, do Sporting. A decisão mantém a postura inicial da arbitragem, fundamentada no princípio da field of play doctrine, que impede a alteração de decisões tomadas em campo pelas instâncias disciplinares. O protesto portista focava-se num incidente ocorrido no jogo dos quartos de final da Taça de Portugal, entre o Sporting e o AVS, em 5 de fevereiro, onde Hjulmand terá agredido Tiago Galletto.
Apesar da contestação do FC Porto, o CD da FPF manteve a decisão da equipa de arbitragem, liderada por André Narciso, com Bruno Esteves no VAR. A base para esta manutenção da decisão é a field of play doctrine, sublinhando que as decisões tomadas no terreno de jogo são soberanas e inalteráveis por via disciplinar, exceto em casos muito específicos que não se aplicam aqui. O incidente com Galletto ocorreu durante uma disputa aérea, aos 115 minutos, quando o jogo estava 2-2, e resultou em ambos os jogadores a queixarem-se no relvado. O árbitro, ao considerar que a ação começou com uma falta de Galletto, assinalou infração a favor do Sporting.
Em paralelo, o Benfica avalia a possibilidade de recorrer ao Tribunal Arbitral do Desporto (TAD) após o CD da FPF ter rejeitado o recurso hierárquico à suspensão aplicada a José Mourinho. O treinador foi castigado com um jogo de suspensão e 1.530 euros de multa devido ao cartão vermelho no clássico com o FC Porto. O árbitro João Pinheiro reportou que Mourinho saiu da área técnica para agir provocatoriamente e chutou a bola na direção do banco da equipa adversária, enquanto o delegado ao jogo indicou que Mourinho pontapeou a bola em direção à bancada. O CD não conseguiu conciliar as duas versões, concluindo que o cartão vermelho foi exibido por “alegada prática de comportamento provocatório”. Adicionalmente, Mourinho recebeu uma suspensão de 11 dias por lesão da honra, reputação e denúncia caluniosa, relacionada com um incidente com Lucho González, adjunto de Francesco Farioli. O treinador, como tal, já cumpriu um jogo de castigo, esperando-se agora que o TAD possa suspender a restante punição de 11 dias caso aceite a providência cautelar.