O Sporting encontra-se perante um desafio hercúleo na segunda mão dos oitavos de final da Liga dos Campeões, necessitando de reverter uma desvantagem de 3-0 frente ao Bodo/Glimt. A equipa leonina, que perdeu na Noruega com golos de Sondre Fet e Ole Blomberg (duas vezes), procura um milagre
para alcançar os quartos de final da prova pela primeira vez na sua história. Contudo, a história mostra que tais recuperações, embora raras, são possíveis no futebol europeu.
Para o jogo decisivo em Alvalade, agendado para terça-feira às 17h45, o treinador Rui Borges poderá contar com os regressos de Maxi Araújo e Pedro Gonçalves, que cumpriram castigo no primeiro embate. No entanto, o extremo Luís Guilherme foi uma ausência notada no treino de segunda-feira na Academia Cristiano Ronaldo, estando em dúvida se a sua ausência se deve a gestão física ou a um problema mais grave. Os lesionados Geovany Quenda, Ricardo Mangas, Fotis Ioannidis e Giorgi Kochorashvili continuam fora. Para colmatar as baixas, foram chamados três jovens da formação: Samuel Justo, Rafael Nel e Flávio Gonçalves.
Apesar da difícil missão, o Sporting tem precedentes de grandes reviravoltas. Na temporada de 1963/64, os leões protagonizaram uma recuperação histórica na Taça das Taças, goleando o Manchester United por 5-0 em Alvalade, após uma derrota por 4-1 em Inglaterra. Essa proeza abriu caminho à conquista do troféu. Para inspirar a equipa, é recordado que apenas sete equipas conseguiram dar a volta a eliminatórias de Liga dos Campeões após perderem o primeiro jogo, com o Barcelona operando reviravoltas notáveis contra o Paris Saint-Germain e sofrendo-as frente à Roma e o Liverpool. O FC Porto também foi campeão europeu na época em que o Deportivo da Corunha eliminou uma equipa italiana.