A comitiva regressou a Lisboa após a derrota por 0-3 frente ao Bodo/Glimt, resultado que complicou as aspirações na UEFA Champions League. Apesar do cenário adverso, o treinador Rui Borges mantém o otimismo e a crença na capacidade de recuperação da equipa.
A análise pós-jogo de Rui Borges focou-se na atitude competitiva: “Temos de perceber porque é que não fomos capazes de ter essa atitude competitiva. Porque tinha de existir. Deixámos o jogo entrar em transições e não queríamos. Isso é responsabilidade. Que nos sirva de lição a todos. A mim, porque assumo a responsabilidade, mas também à equipa. Os jogadores têm de sentir e perceber isso, porque estavam bem avisados para a energia que teríamos de ter perante esta equipa, que é uma grande equipa. Mas, para mim, a eliminatória não está fechada. Está difícil mas não está fechada”, afirmou Rui Borges. Estas palavras, proferidas logo após o encontro na Noruega, demonstram a sua visão de que o confronto ainda não está decidido, apesar da desvantagem.
A falta de frescura física foi um fator determinante no desempenho, evidenciado pelas estatísticas. “Houve muita falta de energia em muitos jogadores”, disse Rui Borges. Os dados da UEFA revelam que os jogadores do clube de Alvalade percorreram 119,3 quilómetros, enquanto os adversários registaram 129,5 quilómetros, uma diferença de 10,2 quilómetros. Esta disparidade sublinha a necessidade de recuperação física da equipa. Os dois dias de folga concedidos foram cruciais para que os jogadores pudessem retemperar energias, visando a preparação para a segunda mão dos quartos de final, a ser disputada em Alvalade.
A situação da equipa no ataque também é motivo de atenção, com Luis Suárez a ser exigido constantemente devido à lesão de Ioannidis. A expectativa reside em saber se o avançado grego estará disponível para a próxima partida, oferecendo alternativas e permitindo a rotação do plantel, um fator fundamental para a gestão da fadiga. A história de 20 golos sofridos e apenas um marcado nas fases a eliminar da Liga dos Campeões (excluindo o play-off da época passada, contra o Dortmund) não é favorável, mas a equipa tem um caso de sucesso em 1963/1964, quando reverteu um 1-4 para um 5-0 contra o Manchester United, na caminhada para a conquista da Taça das Taças.