Rui Borges aborda dilemas na lateral-esquerda e gestão de Nuno Santos

  1. Maxi Araújo está castigado, Ricardo Mangas lesionado
  2. Nuno Santos e Daniel Bragança regressam de lesão
  3. David Moreira incluído na convocatória
  4. Adiamento do jogo com Tondela para descanso

Na antevisão do próximo desafio, Rui Borges, técnico do Sporting, abordou as complexas decisões que terá de tomar para a posição de lateral-esquerdo, uma vez que Maxi Araújo está castigado e Ricardo Mangas lesionou-se. A urgência em encontrar uma nova solução levou o treinador a refletir sobre as alternativas disponíveis, destacando a situação de Nuno Santos e a inclusão de David Moreira na convocatória. “Almofada? Tenho de perceber algumas coisas com os adjuntos. O Nuno e o Dani [Bragança] vieram de lesões no joelho. Mas a adaptação ao relvado não será apenas para os que estiverem lesionados. Todos os outros têm de se adaptar”, revelou Rui Borges, evidenciando a cautela com os jogadores que regressam de lesão prolongada. Posteriormente, o técnico reforçou a ideia de que a disponibilidade de Nuno Santos está em aberto: “Se está aqui, é porque pode jogar. Vamos ver, se não jogar ele, terei de adaptar alguém. E ainda há o [David] Moreira, que também está na convocatória. Às vezes...” A presença de David Moreira na lista de convocados sugere uma oportunidade para o jovem jogador.

Rui Borges aprofundou a análise sobre Nuno Santos, cujo regresso após uma longa paragem por lesão inspira cuidados. “O Nuno vem de uma paragem longuíssima. Naquilo que é a parte física, ainda não é ele. Técnica e taticamente, está lá. Gosto de perceber o que ele acha; nós também, de fora, temos a nossa perceção, porque senão o jogador, mesmo a andar a passo, diz que está bem. Todos querem jogar”, explicou, sublinhando que a perceção do treinador pode divergir da autoavaliação do jogador. Questionado diretamente sobre a possibilidade de Nuno Santos ser titular, face ao risco do sintético e a uma lesão prolongada, Borges manteve a sua postura cuidadosa: “O Nuno, é claro que vem de uma paragem muito longa, de uma lesão gravíssima. Já tive a oportunidade de falar disso. É claro que naquilo que é a parte física o Nuno não é o Nuno ainda e vai levar aqui algum tempo. A parte técnica está lá, é um jogador extraordinário, a parte tática também. Agora, naquilo que o pudermos ajudar, naquilo que é o crescimento dele, é também dentro daquilo que é muito comunicação que gosto de ter com o atleta, perceber de que forma é que ele se sente, o que é que acha. Nós também, depois de fora, temos a nossa perceção. Porque senão o jogador vai dizer sempre que está bem. Mesmo que ande a passo, ele diz que está bem. Eles querem jogar todos. Agora, é claro que o Nuno está à procura, e vai levar algum tempo, porque a lesão dele não foi uma lesão normal e não podemos fugir disso, ele sabe. Agora que é um guerreiro, se há alguém que poderia ter superado isto, e poderá voltar a ser o mesmo Nuno é ele.”

A gestão do plantel e as escolhas para o próximo jogo, especialmente num terreno sintético, são foco das preocupações de Rui Borges, que revelou a importância das conversas com a sua equipa técnica e os jogadores. “Não, penso que os dois jogos vão ser decisivos, e foi o que acabei de dizer, o Bodo já fez grandes jogos em casa, mas já fez grandes jogos fora e já ganhou a um Atlético de Madrid, por exemplo, que é um tipo de jogo parecido naquilo que é intensidade e exigência individual e coletiva, e o Atlético em sua casa foi derrotado pelo Bodo, dita bem aquilo que é a qualidade da equipa, o jogo de amanhã não vai ser decisivo, nem o jogo em casa, é o conjunto das duas mãos, e aquele que for mais forte passará aos quartos de final, a ambição será das duas equipas, com toda a certeza, de igual forma. Em relação à parte da almofada, vou falar com os adjuntos e mesmo os jogadores, é perceber aqui algumas coisas entre hoje e amanhã, para percebermos qual é o melhor onze para o jogo. Há jogadores que, por exemplo, o Nuno, o Dani [Daniel Bragança], vieram há pouco tempo de lesões de joelho, é perceber um bocadinho o impacto que vão ter, aquilo que é a adaptação ao campo, mas não só da malta que esteve lesionada, com lesões mais graves ou demoradas, toda a outra malta, cada um à sua maneira vai ter de se adaptar e a exigência de se adaptar ao relvado e ao campo será também determinante perceber hoje no treino”, concluiu Rui Borges, antevendo o caráter decisivo da eliminatória e as nuances que o jogo em campo sintético pode trazer. A decisão de adiar o jogo com o Tondela, explicou o treinador, visou dar à equipa um merecido descanso e tempo para recuperar após uma sequência de jogos exigentes. “Temos esse direito. Temos essa oportunidade e optámos por ela, porque vínhamos de três jogos seguidos e vamos ter o de amanhã também. Jogos de exigência grande, a nível físico, mental. É importante, dentro daquilo que é a exigência dos dois jogos também, da eliminatória da Champions. Se temos esse direito, é tirar proveito dele. Noutros momentos, se calhar tínhamos, mas não podíamos adiá-los. Se calhar tínhamos adiado um ou outro, mas não conseguimos. É o que é, são as leis, são as regras e temos de cumpri-las e aceitá-las. Gostávamos de ter sempre semanas normais, a equipa respira mais, treina um pouquinho mais também. Nestes dias é só recuperar, recuperar, recuperar, treinar é muito pouco. É recuperar em vez de mais nada. É observar”, acrescentou, justificando a decisão que demonstra a preocupação com o bem-estar físico e mental dos seus atletas.

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Correcção de Artigo

  1. Autores do estudo: Análise da Qualidade dos Artigos
  2. Citação: "a correcção de artigos é fundamental"
  3. Data: 2022
  4. Número de autores: 5