Artur Soares Dias, um dos árbitros portugueses mais reconhecidos das últimas décadas, revelou no podcast Final Cut
detalhes da sua relação com Morten Hjulmand, o capitão do Sporting. O antigo juiz internacional abordou a forma como lidava com jogadores exigentes e as pressões em campo.
“Sempre tive uma boa relação com Hjulmand, inclusive lá no Europeu. Nunca andou atrás de mim. Lá está, nunca o senti a pressionar, a picar-me os miolos, a chatear-me... Porque a primeira vez que ele tentou eu disse-lhe: 'Olha, não vale a pena!'. Pronto, e ele parou”
, afirmou Soares Dias, explicando como estabeleceu uma relação de respeito mútuo com o médio dinamarquês. Essa história curiosa é um exemplo da sua experiência em gerir a pressão dos jogadores em campo.
A conversa no Final Cut
foi um mergulho no passado recente de Artur Soares Dias, onde foram abordados temas como ambientes hostis, decisões difíceis e a importância do vídeo-árbitro. “O VAR é um Ferrari muito difícil de conduzir”
, disse, acrescentando que “o VAR é a prova da incompetência do árbitro”
. Ele também relembrou um momento marcante de sua carreira: “Apitei na Luz três dias depois do meu pai falecer e assobiaram no minuto de silêncio”
. Estes momentos, juntamente com a sua estreia na Luz ao lado do pai, moldaram o seu percurso. Soares Dias concluiu com uma reflexão sobre a arbitragem moderna: “Os árbitros não são bem tratados”
, e alertou que “no meio disto tudo estão a matar o negócio do futebol”
.