Rui Borges: A trajetória de um treinador "puro" de Mirandela a Alvalade

  1. Rui Borges foi entrevistado pela UEFA.
  2. Relógio Casio é símbolo de sua filosofia.
  3. Treinou sete clubes em oito anos.
  4. Conduziu Sporting a vitória sobre PSG.

Rui Borges, treinador do Sporting, abriu o livro da sua carreira numa entrevista à UEFA, revelando o percurso que o trouxe desde Mirandela até Alvalade. Começando pelos tempos de juventude, o técnico recorda a sua ligação a um objeto icónico que o acompanha há anos: o seu relógio Casio. Este acessório, aparentemente simples, simboliza a sua filosofia e a trajetória de superação que caracterizou a sua vida profissional.

“Hoje em dia, os estádios têm placards [eletrónicos], mas eu comecei lá atrás, em clubes pequenos, onde não há placards. Portanto, tinha de ter um cronómetro para controlar o tempo de jogo. Habituámo-nos a ele, é algo que me identifica, é simples, é puro, tal como eu. Mesmo hoje, havendo placards, olho sempre para o relógio. Identifica muito o que tem sido o nosso trajeto, simboliza tudo o que fomos capazes de ultrapassar ao longo destes anos todos até chegar ao Sporting”, revela o líder dos leões, sublinhando a importância das suas origens e a autenticidade que procura manter.

A reportagem da UEFA começa em Mirandela, a cidade natal de Rui Borges, onde deu os primeiros passos tanto como jogador quanto como treinador. A ligação a este local é profunda. “O Mirandela, para mim, diz muito, e o clube em si diz muitíssimo. Deu-me a oportunidade de crescer como atleta, de correr atrás de um sonho”, partilha, destacando o papel fundamental do clube na sua formação.

Após a passagem por Mirandela, Rui Borges e a sua equipa técnica percorreram outros sete clubes até alcançarem o Sporting, num período de apenas oito anos. Ao longo desta ascensão, o treinador garante ter preservado a sua essência. “Mesmo estando num patamar diferente, não mudei, e as pessoas identificam-se com aquilo que é o Rui Borges. Continua a ser o mesmo Rui Borges, o mesmo Rui, a mesma pessoa que treinava o Mirandela é a mesma que treina o Sporting, isso não mudou absolutamente em nada. Isso deixa-me feliz. Olho para a rapidez da competência que tivemos ao longo do tempo, a sorte dá trabalho. Tivemos oportunidades difíceis, mas soubemos agarrá-las, e isso ditou aquilo que foi o nosso trajeto. Se num momento não fôssemos capazes, se calhar o trajeto seria outro e, se calhar, ainda hoje treinava o Mirandela”, explica, valorizando a resiliência e a capacidade de aproveitar as oportunidades.

Já no comando técnico do Sporting, Rui Borges conduziu a equipa a uma campanha notável na Liga dos Campeões desta época, que incluiu uma vitória significativa sobre o Paris Saint-Germain, os atuais detentores do título. Um feito que, segundo o próprio, superou as expectativas gerais. “A equipa tem tido uma ambição infinita, mas também um rigor e um compromisso fantásticos que nos levou a fazer uma campanha maravilhosa. É a primeira época que levo a Champions desde o início e acabar nos oito primeiros, entre os melhores, era impensável. Acho que ninguém em Portugal acreditaria que o Sporting ficasse nos oito primeiros. Isso valoriza ainda mais o que tem sido o nosso caminho e assim que continue. Queremos estar entre os melhores, queremos disputar esta Champions da melhor maneira e a continuar a marcar a história do Sporting naquilo que é a competição”, conclui o treinador, expressando a sua ambição e o desejo de continuar a fazer história no clube.

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