Hidemasa Morita, o médio japonês que se tornou uma figura incontornável no Sporting, celebrou na passada terça-feira um marco significativo: 150 jogos pela equipa principal. A ocasião, que coincidiu com um triunfo leonino na primeira mão das meias-finais da Taça de Portugal contra o FC Porto, foi motivo de grande alegria para o jogador, que partilhou os seus sentimentos em declarações à Sporting TV e noutras entrevistas. Morita recordou os seus primeiros tempos em Portugal, a atmosfera “familiar” que encontrou no clube e algumas das suas experiências pessoais e gastronómicas no país, incluindo um projeto peculiar para o futuro.
Atingir a marca dos 150 jogos foi um momento emocionante para Morita, que se mostrou surpreendido com o cenário em que a efeméride se deu. “150 jogos? É incrível. Sabia que ia atingir os 150 jogos, mas não sabia que ia ser contra o FC Porto”, confessou o médio. A vitória no Estádio José Alvalade tornou o momento ainda mais especial. “Foi muito bom e fiquei feliz por terminar com uma vitória, especialmente no Estádio José Alvalade. O Sporting é um clube enorme. Quando estava no Santa Clara só queria vir para aqui, o que acabou por acontecer. Quando cheguei não falava nada de inglês e agora estou melhor”, acrescentou, refletindo sobre a sua jornada desde que chegou a Portugal, vindo do Santa Clara em 2022. O jogador, que já conta com dois campeonatos e uma Taça de Portugal no seu currículo, enfatiza o sentimento de pertença que encontrou nos leões. “Os jogadores costumam dizer que este clube não é apenas um clube, é uma família. Sinto isso todos os dias. Estou muito confortável e gosto de viver em Portugal”, afirmou, sublinhando os laços criados dentro e fora do campo.
Para além do futebol, Morita revelou um profundo apreço pela cultura e gastronomia portuguesas, destacando um projeto inusitado para o seu futuro pós-carreira. “Já estou aqui há cinco ou seis anos e as pessoas são muito simpáticas, não apenas os sportinguistas, mas também os adeptos de outros clubes. Gosto da comida também, tudo é perfeito aqui. Quando regressar ao Japão, quero abrir uma loja de pastéis de nata. Não estou a brincar, já falei com a minha esposa”, revelou o jogador, com um toque de humor. A sua paixão pelos pastéis de nata é tal que considera seriamente a ideia de partilhar essa delícia portuguesa no seu país natal. Morita também partilhou os seus gostos culinários, embora tenha uma ressalva para um prato emblemático. “O bacalhau não é muito o meu tipo de comida, mas gosto muito de arroz de marisco e de peixe. É muito bom. Também gosto muito de pastel de nata. Até já disse à minha mulher que, quando voltar ao Japão, talvez abra um restaurante de natas. Também vou muitas vezes a restaurantes japoneses para comer ramen ou sushi”, finalizou. Estas declarações sublinham a sua total integração e o carinho que desenvolveu por Portugal, um país que o acolheu e onde se sente “perfeitamente confortável”.