O ambiente aqueceu após o clássico entre Sporting e FC Porto, que ditou a vitória dos leões por 1-0 na primeira mão das meias-finais da Taça de Portugal. As declarações de Frederico Varandas, presidente do Sporting, na zona mista do Estádio José Alvalade, motivaram a intenção do FC Porto de apresentar uma queixa ao Conselho de Disciplina (CD) da Federação Portuguesa de Futebol (FPF). As acusações proferidas por Varandas são dirigidas ao clube azul e branco e, em particular, ao seu presidente, André Villas-Boas, marcando um novo capítulo de tensão entre os dois clubes.
As palavras de Frederico Varandas não deixaram ninguém indiferente. Em resposta às intenções de André Villas-Boas em apresentar uma participação contra o avançado Luis Suárez, a quem acusou de ter “chamado ladrão com gestos”
ao árbitro, e também por ter acusado o Sporting de ser completamente impune
no futebol português, o líder leonino disparou: “O presidente André Villas-Boas mente, é mentiroso. Com um mentiroso eu vivo bem, mas é muito pequeno para a entidade que governa. O que lhe dói na ferida é que ele e os amigos à volta dele não têm dimensão ética para serem dirigentes de um clube de futebol da dimensão do FC Porto”
.
Varandas foi ainda mais longe nas suas críticas, sugerindo que o presidente do FC Porto demonstrava receio face à força do Sporting. “Quando um presidente sente que a equipa é forte e vai ser campeã, não é preciso fazer isto. Ele tem muito medo, não consegue disputar este campeonato 11 para 11 com os nossos jogadores. Está a tentar castigos deste e daquele, já vamos no andebol, eu já tenho não sei quantos processos. É cobarde, cobarde, cobarde”
, acrescentou o presidente leonino, reforçando a intensidade da troca de acusações que se seguiu ao encontro. A partida, recorde-se, foi decidida por um golo de grande penalidade de Luis Suárez, aos 62 minutos, que adiantou o Sporting na eliminatória, com a segunda mão agendada para o Estádio do Dragão entre 21 e 23 de abril.