Morita celebra 150 jogos no Sporting, mas o pós-clássico com o FC Porto é marcado pela polémica

  1. Morita atinge 150 jogos pelo Sporting.
  2. Presidente do FC Porto critica arbitragem.
  3. FC Porto perdeu o primeiro clássico da época.
  4. Alan Varela confia na reviravolta.

Hidemasa Morita atingiu a marca dos 150 jogos com a camisola do Sporting na vitória por 1-0 sobre o FC Porto, uma ocasião que o médio japonês celebrou com orgulho. “Tenho orgulho por ter disputado 150 jogos com este grande símbolo gravado no meu coração. Continuarei, com determinação e paixão, a lutar ao lado dos adeptos até ao fim”, escreveu Morita nas redes sociais. O jogador, que chegou a Alvalade proveniente do Santa Clara na época 2022/23, foi titular pela quinta vez consecutiva e continua a merecer a confiança de Rúben Amorim.

No entanto, o pós-clássico em Alvalade foi marcado por momentos de tensão e polémica. Adeptos do Sporting conseguiram aceder a uma zona reservada perto do autocarro do FC Porto, resultando numa confusão com elementos do staff dos dragões e na intervenção da polícia. Este incidente, que ocorreu na Praça Centenário e envolveu alegadas agressões entre adeptos e funcionários portistas, não foi o único ponto de discórdia. O presidente do FC Porto, André Villas-Boas, criticou veementemente a arbitragem e os bastidores do futebol português após o jogo. “Há uma equipa que passa impune em todos os lances, que continua a simular, que diz que os árbitros são ladrões e cujo presidente e jogadores fazem uma pressão permanente sobre os árbitros”. Um penálti favorável a essa equipa ditou a derrota do FC Porto na primeira mão da meia-final da Taça de Portugal. Após o clássico marcado pelo momento em que “Luis Suárez chamou ladrão, com gestos de forma clara para todas as televisões, ao árbitro Cláudio Pereira”, André Villas-Boas lembrou que “o presidente do Sporting já tinha chamado ladrão ao presidente da Federação, ao João Capela e ao Nuno Almeida” e que “o condicionamento evidente da arbitragem leva a que os árbitros cometam alguns erros”. Questionado sobre a agressão do colombiano a Jan Bednarek, que teve de ser substituído no decorrer da primeira parte, o presidente do FC Porto foi perentório: “Vamos apresentar queixa, evidentemente”, destacou a newsletter portista, expondo a posição do clube azul e branco face aos acontecimentos.

A derrota em Alvalade foi a primeira do FC Porto em cinco clássicos esta temporada e a equipa ficou em branco num jogo da Taça de Portugal, algo que não acontecia desde 2018. Apesar disso, Alan Varela mantém a confiança numa possível reviravolta. “A sorte não esteve do nosso lado, eles fizeram o golo de penálti, mas se o árbitro tivesse marcado a falta sobre o Pepê, não acontecia e tinha ficado 0-0. Foi uma má decisão do árbitro, não há nada a fazer. Foi um jogo muito disputado. Na primeira parte não sofremos quase nenhuma jogada deles. Criámos algumas e talvez eles tenham sido um pouco melhores no segundo tempo, mas não melhores do que nós. Faltam 90 minutos, vamos continuar a trabalhar e a eliminatória vai ser decidida em nossa casa. Agora, temos de pensar no Benfica. Vai ser um jogo muito duro mas estamos preparados. A eliminatória da Taça está em aberto, pode acontecer tudo. Agora, é pensar no Benfica”, comentou Alan Varela à RTP, mostrando a perspetiva dos dragões para o que resta da temporada.

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