Rui Borges, o técnico do Sporting, fez uma análise detalhada da vitória da sua equipa sobre o FC Porto na primeira mão das meias-finais da Taça de Portugal. O treinador destacou a sua insatisfação com a forma como o tempo de jogo foi gerido na primeira parte, mostrando-se surpreendido com o tempo de compensação atribuído. “Primeira parte onde se perdeu muito tempo, o jogo foi morrendo e entrou muito nas quezílias. Não me lembro de tanto tempo de desconto numa primeira parte, 10 minutos, tirando com situações de VAR. Foi um primeiro tempo muitas vezes não bem jogado”, começou por referir o técnico leonino. A sua preocupação com a interrupção constante do jogo foi uma tónica da sua análise, estendendo-se às declarações da conferência de imprensa pós-jogo. “A primeira parte entrou muito na quezília, o jogo foi quebrando, com pouco tempo útil. Muitos duelos e o jogo muito tempo parado, com pouca qualidade”, frisou Borges.
Em relação ao desenvolvimento da partida, Rui Borges salientou a melhoria da sua equipa no segundo tempo, culminando no golo da vitória. O treinador abordou ainda a controversa questão do penálti concedido ao Sporting, que resultou no único golo da partida. “Para mim é claro o lance. Vi no banco hoje, porque tenho dois tablets. Não deixou dúvidas a ninguém”, afirmou Borges, reforçando a convicção na correção da decisão. Sobre a gestão do plantel, Borges explicou a titularidade de Luis Guilherme em detrimento de Pote e as ausências de Debast e Ioannidis, ambos a recuperar a melhor forma física. “Tem a ver muito com a gestão física do Pote, está fora da equipa há algum tempo, temos tido algum cuidado, está à procura da melhor forma e era importante ele hoje ter algum tempo de jogo para ir crescendo nos índices físicos”, detalhou o treinador sobre a situação de Pote, acrescentando que Debast foi “apenas e só opção” e que Ioannidis lida com “uma lesão muito particular”.
Questionado sobre o próximo desafio do Sporting, no campeonato, frente ao Sp. Braga, Rui Borges mostrou-se focado na preparação. “Será uma jornada com dois grandes jogos, estamos muito focados no que temos de fazer, perante uma equipa que está a fazer um grande campeonato. Agora é descansar e respirar, preparando mais um jogo muito competitivo, que pode ser importante na nossa caminhada”, destacou. Por fim, o técnico foi peremptório ao reagir à questão de torcer pelo Benfica no confronto com o FC Porto. “Vou torcer pelo Sporting”, concluiu Rui Borges, demonstrando o seu foco exclusivo no clube que dirige, recusando qualquer tipo de apoio a rivais na luta pelos seus objetivos. As palavras de Borges demonstram a sua confiança na equipa para a segunda mão da eliminatória e no restante da temporada.