Sporting vence FC Porto na Taça de Portugal com golo de Suárez

  1. Sporting venceu por 1-0 na primeira mão
  2. Golo de Luis Suárez (penálti)
  3. Rui Borges: “guerra de trincheiras”
  4. Jogo decisivo no Estádio do Dragão

Num clássico onde a estratégia e a intensidade superaram a beleza do jogo, o Sporting garantiu uma vantagem crucial sobre o FC Porto na primeira mão da meia-final da Taça de Portugal, vencendo por 1-0. O golo solitário de Luis Suárez, de grande penalidade, foi o momento decisivo num encontro marcado por muitas faltas e interrupções, um jogo que o treinador leonino, Rui Borges, considerou ser uma guerra de trincheiras.

A antevisão de Rui Borges espelhava a consciência da importância e da imprevisibilidade destes confrontos, onde “favoritismo? Nestes jogos é 50/50, seja em casa ou fora. Defender algo que é nosso é o que nos motiva, queremos disputar a final novamente. A final da Taça é muito especial, já o disse, e a motivação é que somos o Sporting. As equipas conhecem-se cada vez mais e melhor, não deixam de ser jogos especiais. São equipas competitivas, que querem ganhar a competição. No calor do momento, na paixão do jogo, pode perder-se a razão e isso pode sair caro em qualquer equipa. Às vezes é a inspiração individual que resolve estes jogos”, citou. Uma visão que se confirmou, com a inspiração individual de Suárez a fazer a diferença, conforme antecipado pelo treinador.

Do lado portista, Francesco Farioli também antecipava um desafio tático e físico, onde esperava que “o jogo é sempre tático e o que faz a diferença é a qualidade técnica. Deverá ser a chave do jogo amanhã. Preparo a equipa que vai jogar contra um emblema agressivo, já disse antes que eles não vão esperar por nós. Não vamos mudar de identidade. Este é um tipo de jogo que as pessoas querem ver, clubes que atuam cara a cara, com partes em que uma equipa estará por cima, é natural. Mas sabemos como queremos jogar”, afirmou. No entanto, a sua equipa não conseguiu concretizar as suas intenções, apesar de uma entrada mais forte e de um remate de Alan Varela ao poste.

A primeira parte foi particularmente tática e com poucas oportunidades, como se pode depreender da descrição “o clássico está agrário, como tem sido hábito esta época nestes jogos, mas o Sporting parece ser o que mais sofre, com apenas 78% de passes certos, muito abaixo do nível mínimo de um grande (Porto com 84%)”. O jogo melhorou ligeiramente na segunda parte, com o golo de Suárez a desbloquear o marcador.

A vitória leonina deixa o Sporting em vantagem para a segunda mão, mas como se notou na análise final, “Luís Suárez ganhou a primeira batalha de uma guerra de trincheiras que vai obrigar a muito sacrifício para definir quem fica com o passaporte para o Jamor”. A partida de volta promete ser igualmente intensa e disputada, com “muita disputa e pouca arte, em mais um clássico agrário nesta época”, conforme as declarações de Farioli, que “Estamos numa fase em que o nível de conhecimento é algo”, e que, apesar de ter ganho em Alvalade para o Campeonato, empatou com os leões no Dragão há menos de um mês.

Este clássico da Taça de Portugal foi, como muitos jogos entre estas duas equipas, mais um teste à resistência e à capacidade tática do que um festival de futebol ofensivo. O “cinzentismo confrangedor, com muitas paragens de jogo, muita luta inconsequente, muito tempo desperdiçado” na primeira parte, como descrito, é um testemunho da intensidade com que ambas as equipas abordaram o jogo. As substituições de Farioli e Borges, as “duas substituições logo depois do golo sofrido, lançando Gabri Veiga e Deniz Gül, e Rui Borges respondeu com João Simões e Pedro Gonçalves”, demonstram a vontade de ambos os treinadores em mexer no rumo dos acontecimentos. Com a vantagem mínima, a decisão do finalista da Taça de Portugal está adiada para o Estádio do Dragão, onde a guerra de trincheiras continuará.

O Sporting, tal como na “reconquista da Taça de Portugal carimbada na temporada passada”, mantém viva a sua ambição de erguer o troféu novamente, enquanto o FC Porto procura uma oportunidade para uma possível dobradinha. A emoção e a incerteza pairam no ar para a segunda mão deste intenso confronto.

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