Rui Borges, treinador do Sporting, partilhou as suas perspetivas antes do embate crucial contra o FC Porto, a contar para a Taça de Portugal. O técnico leonino enfatizou a importância do foco no presente e na competição em questão, deixando de lado as discussões sobre a classificação do campeonato ou provocações externas. “Foco-me no FC Porto e a classificação real é a que importa neste momento. Amanhã até é outra competição. Estamos focados no que podemos fazer perante o FC Porto para conseguirmos estar na final. Esse é o nosso grande objetivo, o de defender um título que é nosso”, afirmou Rui Borges, sublinhando a ambição de manter o troféu. Em relação ao clássico em si, e à sua comparação com o último confronto com o FC Porto, o treinador referiu que “É mais um clássico contra uma boa equipa, que está em primeiro lugar na Liga. São jogos disputados, em alguns momentos estratégicos, é a duas mãos. É a primeira parte, 90 minutos, queremos claramente vencer, será sempre o objetivo, olhando para quem está do outro lado, uma boa equipa que virá com essa ambição. Jogamos em casa, queremos muito ganhar, dar um passo em frente na eliminatória.”
No que toca à gestão da equipa com jogos importantes a seguir para outros clubes, Rui Borges reiterou: “Já respondi, não entro nisso. Está a falar de campeonato, amanhã é jogo de Taça e nem olho para isso. Sei que estou a quatro pontos do primeiro e tenho de fazer a minha parte. Sobre a gestão, não estou a olhar para o Braga, olho para amanhã, que será um jogo importante onde queremos dar um bom passo para estarmos na final e para disputar um troféu que nos pertence. Apenas e só focado no jogo com o FC Porto.” A questão da arbitragem esteve também em cima da mesa, com Rui Borges a ser questionado sobre o penálti assinalado a favor do FC Porto na partida contra o Arouca. O treinador optou por não se alongar no tema, mas manifestou a sua opinião de forma concisa: “Em relação ao lance, para mim poderia não ser penálti, mas o árbitro decidiu dessa forma, nem vou falar de arbitragem.” Ainda sobre a arbitragem no clássico, e numa resposta mais curta, mas incisiva, Rui Borges referiu: “Saí do treino à pressa. É o Cláudio, não é? Não vou comentar isso. Alguém tem de apitar. Espero que esteja bem e que faça um bom jogo, para aquilo que é o crescimento dele. É uma estreia em Clássicos, que faça um bom jogo.”
No que concerne à condição física dos seus jogadores, Rui Borges trouxe novidades importantes. A situação de Ioannidis continua a ser monitorizada diariamente. “O Ioannidis está em dúvida para o jogo, tem sido assim, é dia a dia, perceber como se sente. Está em dúvida”, revelou o técnico. Por outro lado, o Sporting poderá contar com Pote e Debast. “O Pedro está [apto] e o Debast também já estava no último jogo, começou a treinar há alguns dias, mas é natural que a condição física não seja a melhor para ajudar a equipa na sua plenitude”, explicou. Relativamente aos guarda-redes, o treinador salientou que o Sporting possui várias opções. “Em relação ao guarda-redes titular, nunca disse quem é. O Virgínia, o Callai e o Rui estão preparados para jogar e não jogar, independentemente da competição, não há guarda-redes de competições, há guarda-redes do Sporting.” As ausências confirmadas para o clássico são Gio Kochorashvili e Mangas. O treinador abordou ainda a dinâmica do jogo e a estratégia para enfrentar o oponente: “As dúvidas existem quase sempre, fazem parte porque a almofada às vezes diz-nos coisas e depois mudamos, mas são pequenas dúvidas e estou tranquilo quanto à resposta da equipa. Nós nunca fugimos à nossa ideia de jogo, podia dizer um outro jogo de Champions em que não temos tanta bola e estamos mais baixos, mas nunca fugimos da nossa ideia com bola e amanhã não fugimos disso. Vamos defrontar a equipa que melhor defende a sua baliza, assim dizem os dados, eles são muito fortes nos duelos individuais, nas transições e em termos ofensivos também têm particularidades muito bem trabalhadas e nós temos de estar preparados para isso. Acima de tudo temos de ser muito equilibrados, se calhar como no Dragão, temos de estar muito ligados e com bola, ser iguais a nós próprios e tomar decisões melhores para conseguirmos ultrapassar uma equipa que defende muito bem a sua área, muitas vezes com 10/11 jogadores à frente da sua área, muito intensos. Também temos de ser nesses momentos defensivos.”