Rui Borges elogia Nuno Santos e Daniel Bragança após vitória do Sporting sobre o Estoril

  1. Sporting vence Estoril por 3-0
  2. Rui Borges satisfeito com o jogo
  3. Nuno Santos e Daniel Bragança marcam e assistem
  4. Gestão física de Pote

O treinador do Sporting, Rui Borges, abordou em conferência de imprensa a vitória por 3-0 sobre o Estoril, na 24.ª jornada da I Liga. A análise do técnico refletiu diferentes fases do jogo e destacou a importância de certos jogadores, nomeadamente a dupla Nuno Santos e Daniel Bragança. Borges começou por dissecar a exibição da sua equipa, evidenciando a dualidade de desempenhos entre as duas partes do encontro: “Duas partes distintas, a primeira muito boa da nossa parte, boas reações, boa energia, com bola e sem bola, com qualidade na construção, a chegar a zonas de finalização. Uma 1.ª parte muito bem conseguida, com golos também, perante uma boa equipa. Era importante entrar bem, marcar cedo para deixar o Estoril mais desconfortável, abrir mais o jogo, ganhar mais espaços. Foi importante essa entrada”, afirmou Rui Borges. Assim, Borges sublinhou a proatividade inicial e a capacidade de quebrar a pressão adversária, crucial para o desenrolar do jogo. A superioridade do seu coletivo foi um dos pontos que o técnico realçou. Segundo Rui Borges, a estratégia passava por usar a mobilidade para confundir o adversário: “A mobilidade da equipa é a nossa imagem. Não deixar os adversários confortáveis nas marcações. O futebol cada vez mais é mobilidade, dinâmica, não dá para ter o jogo parado. Dentro da nossa dinâmica, sabíamos que o Estoril ia pressionar alto, sabemos que o seu treinador gosta disso. É uma equipa que joga bem, tem uma identidade parecida com a nossa. Na segunda parte tivemos dificuldades, o Morita correu quilómetros. Era algo que sabíamos que ia acontecer pela variabilidade deles em termos ofensivos. Mas é a nossa marca. Procuramos sempre um outro comportamento, era importante ligarmos mais à frente, foi isso que aconteceu. O Luís quando baixava, a linha do Estoril parava, não tirava profundidade, e, dentro daquilo que é variabilidade das posições, conseguimos entender isso. Esses ataques à profundidade foi por aí, é a nossa imagem, a nossa dinâmica. A equipa está identificada com aquilo que é o nosso jogo”, referiu o treinador.

Apesar da vitória folgada, o técnico leonino admitiu uma quebra de intensidade na segunda parte: “Na 2.ª parte falhámos demasiados passes, ligações quando ganhávamos a bola, deixámos o Estoril ter um pouco mais de bola do que o que queríamos. Um jogo que controlámos, é certo, a energia foi caindo de forma geral. O Estoril tem uma ou outra aproximação perigosa à nossa baliza, sem grande perigo. A equipa foi conseguindo anular. Grandes jogos do Inácio e do Diomande nesse sentido, muito ligados aos momentos de transições. Muito bem os dois. Chegámos no fim ao 3-0, acho que já merecíamos, por uma ou outra oportunidade clara que tivemos de golo. A malta que entrou deu essa energia, essa calma que não estávamos a ter. É mais uma demonstração que o grupo está ligado”, salientou Rui Borges. A gestão deste grupo, segundo o treinador, é um fator determinante para o sucesso. O técnico foi questionado sobre a ausência de Pote e a condição de outros jogadores. Em relação a Pote, explicou: “O Pote não entrou por não se sentir a 100 por cento e optámos por não o expor e gerir a situação física dele. Estava convocado, o que significa que estava apto para o jogo e estará para o FC Porto. Tem treinado bem, apenas decidimos por precaução não o utilizar. Gosto muito de ouvir o atleta e aquilo que ele sente e não quisemos arriscar”, disse Rui Borges. Esta gestão de Pote demonstra uma preocupação com o bem-estar do atleta a longo prazo. Outro tema relevante foi o desempenho de Luís Suárez, autor de dois golos. Apesar da sua eficácia, o próprio jogador manifestou alguma insatisfação, tal como revelou Rui Borges: “Só penso nos que tenho. O Luis tem feito uma grande época, hoje fez dois golos, perdeu mais bolas do que é normal e do que ele gosta. Foi ele próprio que me disse isso”.

Um dos momentos mais emotivos da conferência de imprensa foi a referência à dupla Nuno Santos e Daniel Bragança, ambos a regressar de lesões prolongadas. O terceiro golo do Sporting, construído por estes dois jogadores, tocou particularmente o treinador: “Em relação ao 3-0, senti que a vida felizmente dá-nos isto. Gostaria que nem um nem outro passassem pelas lesões que tiveram. São dois jogadores com grande qualidade técnica. O Dani fez um trabalho excecional no golo, mas a assistência do Nuno também é simples. Ele está ciente da outra parte, da parte física, e sabe que para voltar a ser o melhor Nuno vai demorar tempo. Ele trabalha como ninguém, nós temos de ter essa paciência, mas feliz por ver os dois em campo. Jogadores como eles são precisos no relvado”, expressou o técnico. Borges também desvalorizou a ideia de que João Simões estaria a perder espaço na equipa: “Não. O Simões até entrou antes do Dani. Tem a ver com o adversário. O Morita fez uma 1.ª parte e um início de 2.ª parte estrondosos. Fez um belíssimo jogo, correu quilómetros e está a recuperar a forma física que lhe faltava por causa da lesão. Mas o Simões entrou muito bem, tal como o Dani, que está a crescer na confiança depois de uma paragem longa”, explicou. O treinador fez questão de enaltecer Morita, que “fez uma primeira parte extraordinária. Desde que cheguei ao Sporting sempre disse que era um admirador do Morita. O João também já fez grandes jogos. É estratégia, não perdeu espaço nenhum. Todos jogam a um nível elevado, hoje o João entrou muito bem, o Dani também. Tem a ver com o momento, com o adversário. Muito feliz por ter os três. O Dani também está a crescer, teve uma paragem longa, está a ganhar confiança no seu jogo. Muito feliz por ele ganhar essa confiança a fazer golos”. Por fim, o treinador projetou o próximo desafio frente ao FC Porto, alertando para a dificuldade: “É uma equipa que tem demonstrado qualidade, o seu coletivo é bastante forte. Tem ganho em casa, principalmente, mas também fora. Bateu grandes equipas europeias e isso serve de alerta. Não será um adversário acessível, ao contrário do que as pessoas pensam. Temos de estar ligados, mas até lá ainda temos dois jogos difíceis”

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