Rui Borges justifica gestão de Pedro Gonçalves e analisa desempenho da equipa

  1. Rui Borges poupou Pedro Gonçalves
  2. Pote não estava a 100%
  3. Equipa venceu a primeira parte
  4. FC Porto é o próximo adversário

Rui Borges, treinador do Sporting, justificou a decisão de ter poupado Pedro Gonçalves no recente confronto da 24.ª jornada da I Liga. A gestão do médio foi um dos pontos altos da conferência de imprensa, especialmente com o próximo clássico frente ao FC Porto em mente.

“O Pote não estava a cem por cento, dentro da nossa perspetiva e da do atleta também. Foi melhor não o utilizar e não tivemos necessidade. Não foi só olhar para o próximo, foi olhar para este. Agora, sim, é olhar para o FC Porto e ver quem jogará para ter a equipa mais competitiva”, afirmou Rui Borges. A declaração sublinha a intenção de preservar o jogador, sem comprometer o resultado imediato da equipa. Em relação ao jogo, o técnico leonino analisou o desempenho da sua equipa em duas fases distintas. “Duas partes distintas. A primeira muito boa, com boa reação e boa energia, com e sem bola. Com qualidade na construção e a chegar a zonas de finalização, com os golos também, perante uma boa equipa. Era importante entrarmos bem, conseguirmos marcar cedo para deixarmos o Estoril mais desconfortável e abrir um bocadinho mais o jogo. Na segunda parte falhámos demasiados passes, principalmente ligações quando ganhávamos a bola. Deixámos o Estoril ter um bocadinho mais de bola do que o que queríamos. Controlámos, é certo, mas a energia foi caindo de forma geral na segunda parte. Grande jogo do Ousmane (Diomande) e do (Gonçalo Inácio), muito ligados e conectados nos momentos em que poderíamos levar transições. Fizemos o 3-0 no fim. Merecíamos (o golo) por uma ou outra oportunidade clara que tivemos. A malta que entrou deu a energia e a calma que não estávamos a ter nas ligações quando ganhávamos a bola. É mais uma demonstração de que o grupo está ligado.”

As escolhas táticas também foram abordadas, com o treinador a explicar a forma como a equipa se adaptou ao adversário. “Tem a ver com as nossas dinâmicas e as do Estoril em termos defensivos. Sabíamos que eles iam ser uma equipa ambiciosa no sentido de tentar pressionar e andar com o bloco alto. Sabíamos como tínhamos de o quebrar e conseguimos fazê-lo, tanto à direita como à esquerda. Queríamos muito ganhar para seguirmos o nosso caminho. Era um jogo difícil e vamos entrar numa fase de muitos jogos, que vão ser intensos e exigentes. Precisamos de manter a energia no alto.” Sobre a gestão de Pote, reforçou: “O Pote não estava a 100 por cento, foi melhor não o utilizar. Não tivemos a necessidade de o fazer. Agora olhamos para o FC Porto e logo veremos quem está na máxima força para jogar.” Em relação à sua equipa, o técnico mostrou-se confiante na qualidade do grupo. “É uma equipa que tem demonstrado a sua qualidade. O seu coletivo é forte, tem ganho principalmente em casa, mas também fora e ainda agora eliminou o Inter (Milão). Isso serve de alerta. Não era o adversário mais acessível porque eliminou muitas equipas grandes. Temos de estar ligados. Teremos tempo de pensar nisso, até lá temos dois jogos difíceis que queremos ganhar.”

Qual é o teu clube?
check_circle
Notícias do ativadas