Rui Borges, técnico do Sporting, analisou a vitória por 3-0 sobre o Estoril na 24.ª jornada da Liga, destacando as duas partes distintas da partida e a importância de um início forte. O treinador verde e branco
detalhou as dinâmicas da equipa e a estratégia utilizada para superar o adversário.
Abordando a prestação da sua equipa, Rui Borges afirmou: “Duas partes distintas. A primeira muito boa, com boa reação e boa energia, com e sem bola. Com qualidade na construção e a chegar a zonas de finalização, com os golos também, perante uma boa equipa. Era importante entrarmos bem, conseguirmos marcar cedo para deixarmos o Estoril mais desconfortável e abrir um bocadinho mais o jogo. Na segunda parte falhámos demasiados passes, principalmente ligações quando ganhávamos a bola. Deixámos o Estoril ter um bocadinho mais de bola do que o que queríamos. Controlámos, é certo, mas a energia foi caindo de forma geral na segunda parte. Grande jogo do Ousmane (Diomande) e do (Gonçalo Inácio), muito ligados e conectados nos momentos em que poderíamos levar transições. Fizemos o 3-0 no fim. Merecíamos (o golo) por uma ou outra oportunidade clara que tivemos. A malta que entrou deu a energia e a calma que não estávamos a ter nas ligações quando ganhávamos a bola. É mais uma demonstração de que o grupo está ligado.”
O treinador também sublinhou a eficácia da estratégia definida: “Tem a ver com as nossas dinâmicas e as do Estoril em termos defensivos. Sabíamos que eles iam ser uma equipa ambiciosa no sentido de tentar pressionar e andar com o bloco alto. Sabíamos como tínhamos de o quebrar e conseguimos fazê-lo, tanto à direita como à esquerda. Queríamos muito ganhar para seguirmos o nosso caminho. Era um jogo difícil e vamos entrar numa fase de muitos jogos, que vão ser intensos e exigentes. Precisamos de manter a energia no alto.”
Questionado sobre a ausência de Pedro Gonçalves, Rui Borges esclareceu: “O Pote não estava a 100 por cento, foi melhor não o utilizar. Não tivemos a necessidade de o fazer. Agora olhamos para o FC Porto e logo veremos quem está na máxima força para jogar.”
Olhando para os próximos desafios, o técnico mostrou-se consciente da dificuldade do próximo adversário na Taça de Portugal, o FC Porto: “É uma equipa que tem demonstrado a sua qualidade. O seu coletivo é forte, tem ganho principalmente em casa, mas também fora e ainda agora eliminou o Inter (Milão). Isso serve de alerta. Não era o adversário mais acessível porque eliminou muitas equipas grandes. Temos de estar ligados. Teremos tempo de pensar nisso, até lá temos dois jogos difíceis que queremos ganhar.”
Por fim, sobre o sorteio da UEFA Champions League, que ditou o Bodo/Glimt como adversário nos oitavos de final, o treinador alertou: “É equipa que tem demonstrado qualidade, coletivo bastante forte, tem ganho em casa e fora a grandes equipas europeias e mundiais, serve de alerta. Não era o adversário mais acessível, não era, eliminou equipas grandes do mundo, mas teremos tempo de pensar nisso.”