Rui Borges sobre o racismo no futebol, a fase do Sporting e o jogo com o Estoril

  1. Rui Borges aborda polêmica do racismo.
  2. Pais educam para combater o racismo.
  3. Sporting tem altos e baixos na época.
  4. Jogo com o Estoril será um dos mais difíceis.

Rui Borges, técnico do Sporting, abordou a polémica do racismo no futebol antes da receção ao Estoril. O treinador partilhou a sua visão sobre a questão social, enfatizando o papel dos pais na educação.

Assumindo a sua responsabilidade enquanto progenitor, sublinhou: “É um problema da sociedade. Devemos fazer o melhor, enquanto pai também devo educar, fazendo com que o Mundo melhore. O Pep Guardiola falou dos professores, mas os pais devem mostrar que somos todos iguais, evoluindo e passando essa educação pelas gerações.” A este propósito, reforçou que “o racismo é um problema da sociedade. Não vou entrar por aí. Todos nós temos de dar o exemplo, incluindo nós, como pais. Felizmente sou pai, dentro do que é possível, para dar educação aos nossos filhos. Penso que o Guardiola falou nos professores, e hoje em dia é muito isso, que ensinam muito os adolescentes e crianças. Mas nós, pais, temos a obrigação de mostrar que somos todos iguais e fazer com que o racismo aconteça cada vez menos.” Acompanhando de perto o futebol internacional, confessou: “Estive atento ao Real Madrid-Benfica porque foi um bom jogo” e “Sobre o jogo, estive atento ao jogo porque era um bom jogo para assistir e foi um bom jogo entre o Benfica e o Real Madrid.”

Em relação à fase do Sporting, Rui Borges reitera que “Não acho que haja um melhor momento, é natural que haja altos e baixos. A nossa intensidade baixou em alguns jogos, mas a qualidade está sempre lá. Os 19 jogos dizem isso mesmo. Somos regulares. Começámos bem a época, tirando o jogo com FC Porto, que perdemos em casa. Talvez tenhamos mais jogadores a voltar. Nesta fase tivemos muita malta de fora. Tivemos de abdicar do play-off da Champions. Jogámos em Dortmund com muitos miúdos da B. Melhor ou pior não sei. A equipa do ano passado foi campeã, este ano estamos na luta.” O alívio do calendário, sem o play-off da Liga dos Campeões, foi benéfico, pois “Foi importante porque treinámos mais um bocadinho. Normalmente, só descansamos. Agora conseguimos intensificar as dinâmicas que temos e eu acredito que a repetição e o dia a dia serve para fixar as questões ofensivas e defensivas, não fugindo ao que temos sido, mas tem dado para essa questão.”

Sobre o próximo adversário, o Estoril, o técnico não esconde a dificuldade, projetando um jogo dificílimo e alertando que “Vai ser um dos jogos mais difíceis da época. Vamos jogar contra uma boa equipa, muito dinâmica no processo ofensivo e até parecida connosco pela variabilidade de posições no ataque à baliza. É uma equipa que gosta de ter bola, com jogadores acima da média para a tomada de decisão, sobretudo no ataque.” Além disso, acrescenta que “É uma equipa também com desequilíbrios, o que faz parte do abuso ofensivo. Acredito que nos vão expor a problemas diferentes. O Ian Cathro tem feito um grande trabalho. Vai ser um jogo dificílimo.” Focado nos seus objetivos, Rui Borges reafirma: “Tenho contrato até 2027, estou apenas focado na época e na luta pelo campeonato, além de marcar a história do Sporting pelas competições em que estamos inseridos.” E face às eleições no clube, mantém distância da política: “Eleições? O meu posicionamento é o Estoril. Não ligo nada a política, nem a eleições. O meu papel é treinar.” Finalizou referindo “Estou focado no Estoril. Não falei do FC Porto com ninguém. Até porque é Taça de Portugal, é uma competição diferente, o foco agora está no campeonato.”

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