Rui Borges, treinador do Sporting, revelou em conferência de imprensa a antevisão do jogo frente ao Estoril, a contar para a 24.ª jornada da Liga. O técnico leonino antecipa um confronto de grande dificuldade, destacando as qualidades do adversário e a necessidade de o Sporting se apresentar ao seu melhor nível. “Vai ser dos jogos mais difíceis que vamos ter ao longo da época. É uma equipa dinâmica no processo ofensivo, com características parecidas connosco. Uma equipa que gosta de ter bola, com bons jogadores nas suas ações ofensivas. Em alguns momentos tem alguns desequilíbrios, faz parte dos riscos que procuram, mas acredito que nos exporá a problemas diferentes dos que temos encontrado”, afirmou Rui Borges. O técnico sublinhou ainda a mudança tática do Estoril: “Espero um Estoril ambicioso, pressionante. É uma equipa que mudou o sistema inicial de jogo, mantendo algumas dinâmicas em termos de posicionamentos, com variabilidade de posições e jogadores, cria coisas diferentes. Vai obrigar-nos a pensar de forma diferente. É uma equipa que gosta de ter bola. É uma boa equipa no processo ofensivo”.
Relativamente ao estado físico do plantel, Rui Borges fez um ponto de situação, abordando as ausências, dúvidas e o processo de recuperação de alguns jogadores. Questionado sobre Debast, o treinador esclareceu: “Ele está a treinar. Não vai a jogo por opção porque está a 100 por cento há poucos dias, mas está pronto para ajudar. Quando voltou, não estava a 100 por cento e vamos acompanhando a situação clínica do jogador. Sentia um desconforto e optámos por abrandar”. O técnico confirmou ainda outras baixas: “O Gio [Kochorashvili] está fora e o Mangas também. O Fotis [Ioannidis] está em dúvida. O regresso dele é idêntico ao do Zeno, no sentido de ser uma lesão específica. De resto, o Nuno Santos está bem. O único problema é que esteve muito tempo parado. A decisão está lá, a qualidade, mas falta a parte física e o ritmo de atleta. Está a sentir-se cada vez melhor e disponível”. Sobre a importância de ter o plantel na máxima força, Rui Borges vincou: “É importante ter todos os jogadores disponíveis para manter o nível em termos de rotação no plantel, para manter a competitividade e qualidade. Podemos considerar que esta é a fase mais decisiva da época, com todas as competições a decorrerem nesta altura. É uma fase importante no desfecho das competições em que estamos inseridos, com jogos difíceis, mas estaremos todos motivados para conseguirmos lutar nessas provas e, se tivermos todos os jogadores disponíveis, será importante”.
Apesar da aproximação de um clássico na Taça de Portugal, Rui Borges garantiu total foco no próximo compromisso da Liga. “Estou focado no Estoril. Não falei do jogo com o FC Porto com ninguém, muito menos com os jogadores. Como já disse, penso que será um dos jogos mais complicados do campeonato, até pela sua qualidade e pela competência do seu treinador, que tem feito um excelente trabalho nestas duas épocas à frente do Estoril. Não há como pensar nos próximos jogos, até porque esse será para a Taça de Portugal, são competições diferentes. O nosso foco é o campeonato, sabemos que estamos atrás por estarmos em segundo e só deixamos de estar em segundo se ganharmos”, enfatizou. O treinador abordou ainda a versatilidade de Luís Guilherme, afirmando que “É difícil dizer isso... tem jogado mais à esquerda. Dá qualidade de um lado e outro. Está a crescer e é um miúdo rigoroso. Está a entender as dinâmicas e está a conhecer os colegas. No futuro será importantíssimo. Em relação à preferência não tenho, só se for pelas horas de voo. Desfruto do jogo na Noruega ou em Espanha. Disputar os oitavos, é isso que nos motiva. Passar aos quartos é o nosso objetivo, independentemente do adversário”.