Alvalade: Sporting traça estratégia para se tornar um hub global de entretenimento

  1. Duplicar receitas em 10 anos
  2. Investimento de 200 milhões de euros
  3. Conclusão na época 2028/2029
  4. Multiplicar por 5 receitas do centro comercial

Alvalade, a casa do Sporting, está a redefinir-se como um centro global de entretenimento. André Bernardo, vice-presidente e administrador da SAD, representou o Sporting no Business of Football Summit do Financial Times. O dirigente leonino detalhou a estratégia para os próximos dez anos: transformar o estádio numa referência e duplicar as receitas, um plano crucial para o futebol português, como sublinhado por André Bernardo: “Definimos um objetivo. Temos uma localização privilegiada, a cinco minutos do aeroporto e a 15 minutos de metro do centro da cidade. Queremos que o estádio funcione como uma plataforma e um ecossistema que sirva os dias de jogo, os dias sem jogo e múltiplas linhas adicionais de receita. O nosso objetivo é tornarmo-nos uma referência enquanto hub global de entretenimento. Projetamos duplicar as nossas receitas nos próximos dez anos. Acreditamos que existe muito valor por explorar que pode ser desbloqueado através da transformação do estádio num verdadeiro centro de entretenimento. Se duplicarmos receitas nos próximos dez anos, estamos perante uma mudança estrutural. Num contexto em que algumas linhas de receita, como os direitos televisivos, tendem a estabilizar, esta transformação torna-se essencial, sobretudo num mercado como o português.

A modernização de Alvalade é um projeto ambicioso que implica um investimento global de 200 milhões de euros, com conclusão prevista para a época 2028/2029. André Bernardo salientou a importância de investir constantemente nas infraestruturas para evitar a obsolescência e impulsionar a geração de novas receitas. “Podemos seguir dois caminhos: investir ou não investir. E existe um custo associado a não investir. Não existe uma solução única para todos. É necessário avaliar quanto faz sentido investir em função da realidade específica de cada clube. No nosso caso, identificámos um potencial significativo por explorar. Contámos com 11 investidores, provenientes de vários setores. Isso demonstra claramente o apetite existente para este tipo de ativo”, afirmou. O Alvaláxia, o centro comercial integrado no complexo do estádio, é uma peça chave nesta estratégia: “Ao readquirirmos e integrarmos o centro comercial na proposta de valor do estádio, estimamos multiplicar por cinco as receitas nos próximos dez anos. Trata-se, novamente, de captar uma franja de interesse que não estava a ser servida”, salientou o dirigente.

As melhorias não se limitam apenas ao aumento das receitas, mas visam também fortalecer o pilar desportivo do clube. O encerramento do fosso e a substituição das cadeiras no estádio foram os primeiros passos, que visam igualmente melhorar a experiência do adepto. “Projetamos multiplicar por dez o número de visitantes do museu e do estádio. Isso gera receitas adicionais que serão reinvestidas no clube, melhorando diretamente a experiência dos adeptos”, explicou André Bernardo. As melhorias visam também reforçar a capacidade do clube em termos de gestão de plantel, scouting e desenvolvimento. Em suma, o “círculo virtuoso” que resulta do sucesso dentro e fora de campo é fundamental: “Ao reforçarmos a nossa estrutura operacional, tornamo-nos mais eficazes na gestão de plantel. Podemos investir mais em salários, scouting e desenvolvimento, reter jogadores por mais tempo e negociar com maior poder. Isso gera um círculo virtuoso: melhores condições fora de campo conduzem a melhores resultados dentro de campo, e esses resultados reforçam novamente a sustentabilidade do clube.” O Sporting marcou presença, como único clube português, na Business of Football Summit pelo terceiro ano consecutivo, ao lado de emblemas europeus como Chelsea, Juventus e PSG. Esta visão estratégica sublinha a importância de modernizar as infraestruturas para garantir a sustentabilidade e o sucesso do clube a longo prazo, numa altura em que se registam melhorias em áreas nevrálgicas como “acessos, torniquetes, cartões digitais com tecnologia NFC, cadeiras, iluminação e zonas de hospitalidade”.

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