Nuno Santos: A superação de uma lesão grave e o regresso triunfal aos relvados

  1. Lesão em outubro de 2024 contra o Famalicão.
  2. Metade dos atletas não volta à atividade.
  3. Apoio diário da esposa, Diana Santos.
  4. Regresso na Taça de Portugal, frente ao AVS.

O Sporting publicou um documentário marcante sobre a recuperação de Nuno Santos, um testemunho de superação após a grave lesão contraída em outubro de 2024 contra o Famalicão. O jogador expressou a intensidade da dor e do desespero enfrentados, que o fizeram pensar na desistência.

“Não teve nada a ver com o jogador do Famalicão, magoei-me sozinho. Não tive a dor no joelho, mas quando olhei para o joelho, vi que a rótula estava mais acima, não conseguia esticar a perna. O meu joelho estava todo dobrado. Sou um jogador que suporta muita coisa, mas ali estava desesperado, quando olhei para o joelho quase perdi os sentidos”, revelou Nuno Santos, o ala leonino. A lesão foi tão impactante que o fez questionar a continuidade da sua carreira. “Sempre disse que, se voltasse a ter uma lesão muito grave, desistia de jogar futebol. Já perdi muitos anos da minha vida com isto. Só eu sei o que eu passo, tal como a minha mulher, os meus filhos e os meus pais. Sofri com dores durante um ano, mas ainda vou dar muitas alegrias à minha família e ao Sporting”, declarou Nuno Santos, demonstrando a sua resiliência e a vontade de contornar as adversidades.

A gravidade da lesão foi confirmada pelo médico do Sporting, João Pedro Araújo, que explicou a complexidade do caso. “É uma lesão que não está tão estudada, mas sabemos que metade dos atletas que a têm não conseguem depois voltar a fazer a atividade que tanto gostam”, destacou o médico num dos excertos. “É das lesões mais graves que um futebolista pode ter. Metade dos atletas que a tem não consegue voltar a fazer a atividade de que tanto gostam”, reforçou o clínico, sublinhando os desafios inerentes à recuperação. A esposa de Nuno Santos, Diana Santos, partilhou os pormenores do apoio diário durante o período de recuperação. “Precisava de mim para tudo, para se levantar do sofá, para se sentar, para ir à casa de banho, durante a noite tinha de acordar para ele ir à casa de banho, punha o despertador para lhe dar a medicação”, descreveu Diana Santos, evidenciando o papel fundamental da família. O treinador Rui Borges também teceu rasgados elogios à capacidade de superação do jogador. “No dia em que cheguei, brinquei com o Nuno e disse 'agora que eu cheguei ao Sporting, tu estás aleijado'. É alguém que aprendemos a admirar, pela sua entrega, resiliência, capacidade competitiva, além da sua qualidade técnica. Faz sempre coisas diferentes, toda a gente fica fascinada. Via-o totalmente focado na recuperação”, apontou. “Se alguém conseguiria recuperar desta lesão, seria o Nuno. Se fosse outro, não teria a capacidade de trabalho e sofrimento dele, é muito invulgar”, completou Rui Borges. Nuno Santos regressou aos relvados, primeiro na equipa B, e depois na equipa principal, na Taça de Portugal, frente ao AVS, um momento que simboliza o fim de um longo calvário.

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