O contrato celebrado entre o Gabinete do Primeiro-Ministro e o operador NOS gerou polêmica ao tornar-se público que os gabinetes do Primeiro-Ministro e do Ministro dos Assuntos Parlamentares têm acesso ao serviço da Sport TV, com um custo de 20 mil euros até 2028. A revelação levanta questões sobre a utilização de dinheiro público em entretenimento de luxo, especialmente em tempos em que muitos cidadãos se esforçam para equilibrar as finanças familiares.
A controvérsia não é nova, já que o acesso à Sport TV nas residências oficiais foi iniciado durante o governo de António Costa, em 2017. Contudo, o ajuste direto recente, datado de 23 de dezembro de 2022, reacendeu o debate sobre os privilégios que os governantes desfrutam às custas dos contribuintes. A decisão do governo atual de manter tal privilégio, enquanto se diz querer acabar com o bar aberto
de gastos públicos em outras áreas, é vista como contraditória e provocadora.
A medida provocou reações, especialmente entre aqueles que questionam a transparência do governo na gestão do dinheiro do contribuinte. Após a divulgação da notícia, houve pressão pública que resultou na redução do acesso à Sport TV para apenas dois pontos, mas o contrato continuou a ser por ajuste direto, sugerindo a falta de concorrência no processo. A situação revela uma desconexão entre a realidade vivida pela população e as atitudes de alguns dos seus governantes, que parecem alheios às dificuldades financeiras da sociedade.