A recente vitória do Sporting diante do Athletic Bilbao na Liga dos Campeões ficou marcada por momentos de exceção e uma resiliência notável por parte da equipa. Rui Borges, treinador do Sporting, expressou o seu agradecimento aos adeptos que, mesmo não estando presentes em Bilbau, acompanharam a equipa de perto. Ele afirmou: “Antes de mais, deixo aqui uma palavra de agradecimento aos milhares de sportinguistas que nos acompanharam em casa, por não poderem estar aqui.”
O treinador não poupou elogios ao seu grupo de jogadores, destacando o esforço e a força do coletivo que lutou até ao fim pelo objetivo traçado. “Não há palavras para descrever aquilo que eles trabalham, o que acreditam, durante o jogo todo, não só na 2ª parte. Dentro de todos os contratempos, a malta reagiu, não perdeu o equilíbrio e acreditou até ao fim. Acho que por tudo o que fizemos nesta primeira fase, foi muito merecido,” enfatizou Borges, refletindo a sua confiança na equipa.
Desafios Iniciais e Mudança de Atitude
Apesar de um começo difícil em que o Sporting se viu a perder logo aos 3 minutos, a equipa fez ajustes e encontrou o caminho da recuperação. Borges comentou sobre os desafios do primeiro tempo, mencionando que “faltou-nos energia, estávamos lentos a tomar decisões e eles eram muito pressionantes quando a bola entrava na primeira etapa de construção nos nossos médios.” Porém, a segunda parte trouxe uma mudança de atitude. “Acho que por tudo o que fizemos nesta primeira fase, foi muito merecido.”
O golo do empate, marcado por Diomande, foi apenas o início de uma reação robusta da equipa. Na verdade, a entrada de jogadores como Pote e Morita no segundo tempo foi fundamental. “A malta que entrou também foi muito importante. Ajustámos alguns comportamentos ao intervalo e fizemos uma grande 2ª parte,” revelou o treinador. Essa substituição trouxe a criatividade e fluidez que o jogo exigia, permitindo que o Sporting equalizasse e, eventualmente, virasse o resultado.
A Emoção do Treinador
Rui Borges mencionou até o seu próprio nervosismo durante os momentos finais: “Olhei algumas vezes, mas não era para o final do jogo, era para ver quanto tempo faltava, porque acreditava que a equipa ia virar o jogo, estávamos muito bem.” Com um autêntico espetáculo, a vitória ficou selada com um golo aos 90+4 por Alisson, complementando uma história de superação e determinação.
Num final à altura, Borges concluiu: “Não sei, o sonho é disputar o próximo jogo. Isto dá-nos algum respirar no calendário, que é importante. Agora é focar no campeonato nacional e depois teremos tempo para a Champions.” Assim, a resiliência, o trabalho coletivo e a crença inabalável na vitória foram os componentes-chave que não só garantiram a passagem aos oitavos de final, mas também ecoaram na história do clube como uma vitória épica em solo espanhol.