Sete Casuals do Sporting Acusados por Ataque a Adeptos do FC Porto

  1. Sete indivíduos acusados por ataque.
  2. Ataque ocorreu a 10 de junho de 2025.
  3. Viatura incendiada com ocupantes.

O Ministério Público acusou formalmente sete indivíduos, alegadamente casuals do Sporting, pelo incêndio de duas viaturas que transportavam adeptos do FC Porto. No entanto, as investigações prosseguem, uma vez que o crime foi perpetrado por cerca de duas dezenas de agressores e a maioria permanece em liberdade, conforme noticiado pelo jornal Público. A Polícia Judiciária (PJ) mantém os esforços para identificar todos os envolvidos nesta ação violenta que chocou o país.

O incidente ocorreu a 10 de junho de 2025, após um jogo de hóquei em patins entre Sporting e FC Porto, no Pavilhão João Rocha. Perto de duas dezenas de casuals leoninos emboscaram os veículos com adeptos portistas num semáforo, nas imediações do Estádio José Alvalade. As viaturas foram atacadas com bastões, pedras e pontapés. Uma delas foi atingida por uma tocha, provocando um incêndio enquanto os ocupantes ainda estavam no interior e impedidos de sair. A rápida intervenção da Polícia de Segurança Pública (PSP) no local fez com que os casuals se pusessem em fuga e prestou auxílio às vítimas, que necessitaram de tratamento hospitalar.

Desenvolvimento da Investigação

Devido à brutalidade do ataque, a PJ assumiu a investigação e, até ao momento, identificou e acusou sete suspeitos. Estes indivíduos foram indiciados pelos crimes de homicídio qualificado, ofensas à integridade física, incêndio, dano qualificado e roubo. Alguns dos detidos já possuíam antecedentes criminais e todos foram colocados em prisão preventiva. As autoridades continuam a trabalhar para garantir que todos os responsáveis sejam identificados e levados à justiça.

As Versões da Defesa

No seguimento das detenções, um dos advogados de defesa afirmou que o seu cliente “assumiu danos provocados num veículo”, no entanto, garantiu “não ter agredido” os adeptos do FC Porto. Por outro lado, a defesa de um outro suspeito defendeu que o seu cliente “estava no local”, mas “não esteve sequer perto dos carros”, acrescentando ainda que “Estava no sítio errado à hora errada. Estava lá sim, mas de cara destapada e sem trajes negros”.

Próximos Passos

Os três ultras do Sporting, inicialmente detidos, aguardavam a decisão das medidas de coação, que seriam anunciadas após a conclusão das declarações. As investigações prosseguem no sentido de apurar a totalidade dos factos e responsabilizar todos os envolvidos neste lamentável episódio de violência no futebol português.