Rafael Ramos recorda recusa no Sporting; polícia investiga Leandro Machado

  1. Rafael Ramos, 30 anos
  2. Rejeição aos 17 no Sporting
  3. Leandro Machado investigado no Brasil
  4. Exonerado a 31 de janeiro

Duas histórias distintas, articuladas pelo mesmo denominador comum — o futebol — revelam marcas profundas no percurso de quem vive o jogo. Um jogador português recorda a recusa que o obrigou a mudar de rota; noutro hemisfério, as autoridades investigam um ex‑futebolista por alegados crimes graves.

Os factos, as palavras e as decisões institucionais mostram como o desporto pode guardar tanto histórias de resiliência como de suspeitas que exigem apuramento rigoroso. Em ambos os casos, ficam perguntas sobre responsabilidade e caminhos percorridos.

Rafael Ramos: a recusa que mudou um percurso

Rafael Ramos, hoje com 30 anos, nasceu em Seia e cresceu em Santa Marinha numa família de trabalhadores têxteis. Filho mais novo de dois irmãos — tem um irmão, Fábio, sete anos mais velho —, vestiu durante sete anos a camisola do Sporting na formação.

À beira de assinar contrato profissional viveu um episódio que o marcou. “No Sporting, aos 17 anos, disseram‑me que não ia continuar e que, na opinião deles, nunca chegaria a profissional. Não se faz”, disse Rafael Ramos, lembrando a sensação de injustiça que o empurrou para outras opções.

Forçado a sair, um ano depois transferiu‑se para o clube do outro lado da 2.ª Circular, vestindo a camisola encarnada, antes de tentar a sorte nos Estados Unidos. Nos EUA jogou durante cinco temporadas, chegou a partilhar relvados com nomes como Kaká e Bastian Schweinsteiger; seguiu‑se uma experiência nos Países Baixos e, mais recentemente, o regresso ao futebol português.

Leandro Machado: investigação em Santa Catarina

Em paralelo, a Polícia Civil de Santa Catarina investiga no Brasil o ex‑jogador Leandro Machado por suspeitas de crime sexual contra uma adolescente, segundo comunicado das autoridades locais. Leandro, de 59 anos, foi exonerado do cargo de secretário municipal do Desporto de Santo Amaro da Imperatriz a 31 de janeiro, um ano após ter assumido funções.

Leandro representou, ao longo da carreira, clubes de grande expressão e vestiu por duas vezes a camisola da seleção brasileira. No plano nacional portugues, jogou no clube português entre 1997 e 1998. As investigações em curso exigem apuramento e esclarecimento dos factos pelas autoridades competentes.

Ambas as histórias sublinham que o futebol é palco de conquistas e de controvérsias: decisões tomadas na formação podem condicionar trajectórias de vida, e suspeitas levantadas sobre ex‑atletas obrigam a respostas institucionais claras e transparentes.